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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Que venha 2010 para nos divertirmos...

A FIA conseguiu fazer um regulamento mais razoável do que o esperado... [Fonte: Blog F1]

Após meses de batalhas, guerrilhas, birras e encenações chega finalmente ao fim a cavalgada de Mosley nos regulamentos. Sim, porque eu duvido que tenha sido ele ter as ideias principais do regulamento! "Mad" Max não tem princípios suficientes para colocar a F1 em paz...

Enfim, a F1 está de volta à serenidade com a publicação dos regulamentos que ficaram em vigor até 2012. As medidas prometem trazer de volta paz, sossego, e, acima de tudo, competição mais saudável para a competição. Eis os principais pontos dos regulamentos:

Eis uma visão a qual nos vamos ter que desabituar [Fonte: F1 Wallpapers]

Reabastecimentos proibidos: Após 16 anos com o combustível a poder ser colocado nas paragens juntamente com as trocas de pneus, chega ao fim. Para além dos grandes perigos associados, os reabastecimentos retiraram muita acção da pista, que se passou a desenrolar nas boxes...

Qualificação: Apesar da duração das 3 sessões classificatórias continuarem na mesma, existem alterações. Em vez de cinco, oito carros passarão a ser eliminados na Q1 e Q2. A "Superpole" continuará com o "clube restrito" de apenas 10 carros.

A FIA conseguiu ter juízo e não obrigou os pilotos a correrem na qualificação com o depósito cheio para a corrida, voltando a "pole position" a ter outro significado para quem a conquista. Tudo para evitar que aconteça o mesmo que na Hungria...

Ecclestone ainda tentou influenciar Mosley para as medalhas, mas felizmente não conseguiu [Fonte: Guardian]

Sistema de medalhas foi ao ar: Apesar das últimas palavras de Bernie Ecclestone em relação às possibilidades de Vettel conquistar o título fossem maiores com o "seu" sistema de medalhas, as regras dos pontos não se alteraram.

Acho que não devemos ir ao exagero de apenas premiar os 3 primeiros, mas o sistema tem que favorecer um pouco mais quem ganha. Bom mesmo era o sistema da FOTA (12-9-7-5-4-3-2-1)...

Regras de testes e KERS mantidos: Tal como o F1 Fanatic também acredito que as pessoas julgaram o KERS demasiado depressa, e numa altura em que o peso mínimo dos carros será aumentado creio que as equipas se vão sentir mais tentadas a transformar os 15kg extra em mais 80 cavalos, e não em mais peso...

Testes a jovens que queiram entrar a meio da temporada estão interditos [Fonte: F1 Fanatic]

Sem surpresas, a FOTA insistiu e conseguiu manter a regra de não haver testes durante a temporada. No entanto, isto vai acabar por impossibilitar o ingresso de piltos novos a meio da temporada (Alguersuari, Badoer, Grosjean) como se fazia há uns anos atrás (Kubica, Vettel).

No entanto, o geral das regras está melhor do que há uns anos atrás, e pode ser que a estabilidade dos regulamentos ajude os técnicos a transformarem estes camiões, em algo mais imaginativo. Alguém se lembra dos flancos do Honda de 2006?

E você, o que acha das regras para 2010?

sábado, 8 de agosto de 2009

Uma questão de linhagens...

As medidas anti-montadoras de Mosley, têm atingido o seu objectivo...

Após as sucessivas investidas de Max Mosley contra o desporto este ano, afectando (e muito) o desenho dos carros, e fazendo vários tentativas de afastar as montadoras. Isso culminou no abandono da Honda e da BMW. Isto levou à criação da Brawn, e, provavelmente vai levar a mais uma equipa independente se juntar ao campeonato com a ausência da BMW.

Em vários ataques da FOTA às equipas que a FIA tinha para consideração, o assunto base era o facto de as equipas que se inscreviam não terem qualquer historial, levando aos casos da Lotus e Brabham a ganharem vida própria... Mas, e se eu lhe dissesse que as equipas que disputam o campeonato (tanto de pilotos como de constructores) vêm das linhagens de nomes como Tyrrell e Stewart?

É verdade. As duas equipas que lutam pelo campeonato este ano, Red Bull e Brawn, vêm de tempos anteriores. Ora vejamos as duas equipas de topo de 2009:

A Brawn vem da linhagem da vencedora de títulos Tyrrell

Brawn: A equipa britânica que dominou o início desta temporada, tem raízes muito profundas, desde 1968, para ser mais preciso. Os títulos mundiais, da então Tyrrell, com o grande Jackie Stewart eram uma miragem distante nos últimos anos de vida. Os problemas financeiras levaram a equipa a ser comprada pela BAT (British American Tobacco).

Após essa compra, a equipa nunca mais fez resultados de relevo, ainda que em 2004 quase tenham ganho uma corrida, e facturaram 11 pódios. O que acabou a equipa foi a relação chegado com a Honda que optou por comprar a BAR em 2006. O primeiro ano, deu uma vitória e vários pódios, mas os dois seguintes foram decepcionantes, até a equipa se tornar a Brawn GP.

Jackie Stewart criou a Stewart GP, que actualmente é conhecida como Red Bull

Red Bull: A equipa austríaca tem uma história bem mais pequena. Quando Jackie Stewart criou a sua equipa a partir do nada em 1997, as dúvidas dissiparam-se, pois no ano de estreia Rubinho conquistou pontos regularmente e um pódio no Mónaco. No ano seguinte as coisas não correram tão bem, mas em 1999 a equipa estava logo atrás de McLaren e Ferrari, conquistando uma pole em Magny-Cours e uma vitória em Nurburgring.

Stewart revelou-se mais perspicaz que Prost com a equipa, vendendo a Stewart GP quando estava na mó de cima para a Jaguar. Em boa hora o fez porque os dois primeiros anos correram muito mal, levando à venda da equipa para a Red Bull em 2005. Desde então a equipa austríaca tem sido caracterizada como equipa do meio da tabela, mas este ano luta pelo título mundial... Uma curiosidade da marca de bebidas: desde 2004, que os números 14 e 15 são de carros com patrocínio Red Bull (Jaguar em 2004, Red Bull de 2005 a 2007 e 2009, e Toro Rosso em 2008).

Outras equipas também têm alguma história: Renault vem da Toleman, BMW vem da Sauber, Toro Rosso da Minardi e Force India da boa e velha Jordan.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Capa Autosport - Fim-de-semana louco na F1

À semelhança do Continental Circus decidi começar a cobrir mais o produto nacional português. Sendo mais patriota vou mostrar-vos o Autosport e o que podem encontrar nele acerca de F1 esta semana.

Acidente de Massa: Especial acerca do estado de saúde do brasileiro, com os casos de objectos voadores,
tal como o Capelli, a estranha coincidência de Massa com Henry Surtees, e, mostram também quem deverá substituí-lo. Segundo eles, Badoer, Gené e Schumacher não são indicados, e que é Fisichella (!) quem o deveria fazer.

Novo pacto de Concórdia: falam também que os regulamentos da próxima época já estão definidos, e que apenas falta assinatura da FIA. Falam também que a FIA pediu à Lola para continuar o programa de F1, devido aos problemas da Manor. A promoção da última continua a levantar suspeitas, com Prodrive e Epsilon Euskadi a juntarem-se à N Technology para processar a FIA. A Williams estará a tentar reduzir bastante os custos, pois prevê-se que haja ruptura com a Toyota, e Sir Frank terá que voltar a comprar os motores da Cosworth, já não falando no abandono dos patrocinadores...


Tudo à espera: O semanário fala também que o campeonato está com muitas trocas de pilotos agendadas, com o teste de Senna com a Brawn a marcar a luta que está a haver entre ele, Barrichello, Glock e Heidfeld pelo segundo Brawn; a Williams está em busca de uma dupla nova, pois Nakajima irá com os motores Toyota e Roberg está de malas aviadas para a BMW, Barrichello e Heidfeld são os nomes dados como certos para acompanhar Nico Hulkenberg; e a renovação de Webber com a Red Bull, com o australiano a ficar apenas garantido por mais um ano (contra os 3 que ele queria), mas com cortes salariais.

Outros: Villeneuve tenta regressar à F1, Ferrari tem em curso uma revolução de balneário, Piquet e Briatore trocam palavras azedas, Montreal deverá regressar para 2010, BMW continua a apostar em 2009, USF1 entra em contactos com Wurz e de la Rosa, duas semanas com as fábricas das equipas fechadas, e Williams teve problemas na Hungria, pois o nome "Williams" estava registado por uma empresa de Budapeste... Não nos esquecendo das análises às corridas: do Autosport e as minhas dentro de breves instantes.

domingo, 26 de julho de 2009

Renault suspensa

A equipa francesa vai ser suspensa do próximo GP da Europa, após os incidentes envolvendo a roda solta de Fernando Alonso. Após a situação do reabastecimento do espanhol em que um mecânico não aparafusou como deve ser a roda dianteira direita do R29 o que levou a que a protecção da jante perfurasse o pneu, arremessando-o contra a barreira, e obrigando o piloto a voltar às boxes, mas acabou por abandonar.

A suspensão será de apenas uma corrida, mas poderá complicar as aspirações de Pat Symonds em chegar a terceiro lugar no campeonato de constructores, obrigando a equipa de Enstone a "saltar" o GP da Europa em Valência, ou seja, logo na casa de Fernando Alonso. Isto para além de afectar a Renault no campeonato, deverá também afectar a atendência do público ao paddock valenciano, pois sem o ídolo principal, Alguersuari não deverá chamar muitas atenções... A penalização foi colocado pois, a equipa não avisou o piloto do que se estava a passar por rádio.

No entanto, antes que julguemos a decisão da FIA, devemos pensar no que aconteceu na F2 em Brands Hatch a Henry Surtees. F1_Girl no Twitter foi rápida no gatilho:

"Para aqueles que questionam a suspensão da Renault: se aquela roda tivesse acertado noutro carro ou piloto, continuaria a achar injusta a penalização imposta?"

Bem jogado.

Actualização: A equipa vai apelar da decisão da FIA, com uma audiência marcada durante o período de "férias" da F1. A equipa já pagou os 6000€ de apelo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um pouco de bom senso

Hoje, FIA e FOTA tomaram uma decisão que finalmente vai trazer paz de volta à F1. Max Mosley desistiu das suas loucuras de tecto orçamental, cedendo perante após ter sido atacado por todos os envolvidos no desporto automóvel, desistindo também à tentação de se recandidatar nas eleições da FIA. O presidente da FIA aproveitou este acordo da melhor maneira, porque a "coisa" estava a ficar preta, arranjando assim a desculpa necessário para a não-recandidatação.

Os regulamentos não têm nada a ver com as propostas (ou melhor, imposições) que a FIA tinha aceite, sendo as regars do próximo ano uma autêntica cópia das deste ano, o que até pode ser bom para dar estabilidade aos projectistas para recomeçarem a transformar estes carros com as "linhas" do passado (nalgum sítio que os regulamentos se tenham esquecido...). Por um lado, fiquei um pouco triste com este acordo, porque as equipas vão continuar assim reféns das excentricidades dos dirigentes da FIA e da ganância de Ecclestone. Por isso, começar de novo até soava bem...

Apesar de, em mais uma guerra entre equipas e dirigentes, se ter chegado novamente a um acordo para salvar a existência da F1, a associação dos contructores esteve mais próxima do que nunca a criar um campeonato. Se em 1981 ocorreu uma corrida, esta acabou por não ter seguimento, pois as montadores não apoiaram a iniciativa; os acontecimentos deste ano quase provocaram um colapso verdadeiro deste desporto. A FIA tem estado a ver até onde vai a corda ao longo dos anos, e este ano talvez tenham descoberto que foi o limite...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cisão confirmada

A FOTA anunciou hoje de manhã que retirou as suas entradas condicionais do campeonato, mas não as vai colocar incondicionais, vai mesmo sair da Fórmula 1. A associação das equipas confirmou que no final deste ano irão retirar-se da Fórmula 1, para criar a sua própria competição onde vão criar as suas próprias regras de retenção de custos, sem o polémico tecto orçamental. Alternativas de estações de televisão, e circuitos não faltam, sendo que na parte dos circuitos tenha mesmo que haver uma selecção dadas as escolhas disponíveis: Silverstone, Magny-Cours, Imola, Hockenheim, Indianápolis, Montreal e Portimão estão disponíveis; Mónaco vai para onde a Ferrari for; Dubai e Qatar fariam as rondas asiáticas; Adelaide e Jacarepaguá podem dar uma mãozinha caso seja necessário; e ainda os actuais circuitos de F1 que podem romper contracto com Ecclestone, como a China.

Na resposta da FIA lê-se que as equipas da FOTA foram irresponsáveis com o futuro e bem-estar do futuro do desporto automóvel, que provavelmente já tinham tomado esta decisão há muito tempo, e que andaram a brincar ao gato e ao rato este tempo todo. O presidente da FIA também disse que estava desapontado, mas não surpreso com esta decisão, continuando a achar que as equipas se voltarão a inscrever para o próximo ano até ao prazo limite (hoje). Diz também que se não o fizerem, a lista definitiva aparecerá amanhã. Mas, quem se juntará a Williams, Force India, USGPE, Campos e Manor? A Lola desistiu, "Lotus" e "Brabham" estão em processos legais, e a Lola desistiu. A única equipa com meios suficientes será a Prodrive...

E agora, que faço eu? É óbvio que seguirei a GP1 em primeiro plano, mas não sei se vou sequer continuar a seguir a F1...

sábado, 13 de junho de 2009

Grandes nomes sem ligações

Durante todos os dias, até à publicação da lista de sexta-feira, os detentores dos nomes Lotus e Brabham ameaçaram levar a cabo acções legais se outras equipas usassem os seus nomes sem o consentimento das entidades das antigas equipas de Fórmula 1.

Isto aconteceu de um modo assustadoramente simples: as equipas da FOTA no desejo de colocar alguma pressão sobre a FIA na decisão do tecto orçamental argumentou que as equipas que se figuravam como possibilidades não tinham história alguma, que eram equipas sem historial nas movimentações do desporto automóvel máximo. Logo, um personagem de seu nome Max Mosley terá dado uma ligeira dica para as equipas novas usarem nomes históricos. Daí, a Litespeed inscreveu-se sob o nome Lotus, a Formtech com Brabham, e uma inscrição da March, que no entanto não instalações, ou pessoal. A Superfund acabou por ser uma inscrição "a brincar", ou seja, uma publicidade grátis à sua marca.

Por mais que Mosley achasse que isto acabaria com os rumores, as equipas da FOTA ainda cascaram mais nestas equipas, pois os detentores dos nomes Lotus e Brabham iniciaram processos legais. Mesmo se não o tivessem feito, estas equipas nao tinham quasiqueres ligações ao passado das equipas, e não tinham tecnologias, instalações ou pessoal qualificado para trabalhar no desenvolvimento dos carros...

Inscrições para 2010

As 13 equipas que vão participar no próximo ano foram divulgadas pela FIA, ei-las:

Scuderia Ferrari Marlboro / Ferrari
Vodafone McLaren Mercedes / Mercedes*
BMW Sauber F1 Team / BMW*
Renault F1 Team / Renault*
Panasonic Toyota Racing / Toyota*
Scuderia Toro Rosso / ?
Red Bull Racing / ?
AT&T Williams / Toyota
Force India F1 Team / Mercedes
Brawn GP F1 Team / ?
Team USF1 / Cosworth
Campos Grand Prix / Cosworth
Manor Grand Prix / Cosworth
* equipas com entradas condicionais
Ao olharmos para esta lista apercebemo-nos de alguns pormenores:
Primeiro, as equipas Ferrari, Red Bull e Toro Rosso não têm os asteriscos de inscrição condicional, por a FIA defender que tem acordos com as equipas de alguns anos atrás em como aceitariam as regras e iriam participar em 2010. Logo de seguida, as equipas fizeram comunicados em que afirmavam que ninguém os pode obrigar a tomar parte na próxima época, e que se mantêm fieis à FOTA.

Segundo, enquanto Campos, USF1 e Manor têm pela frente a sua oportunidade, outras equipas candidatas que tinham potencialmente os meios para competirem. Estou a falar de Prodrive, Epsilon Euskadi e Lola que tinham todos os meios para poderem participar. A Team Lotus (ou melhor, a equipa que usou esse nome) afirma que mantém a esperança de que a FOTA não participe para poder conferir mais vagas. A Lola afirma ainda que vai tentar fazer com que a FIA aumente o número máximo de participantes.

A Associação Europeia de Construtores Automóveis deu o seu apoio à FOTA na luta contra as regras estranhas e pouco ortodoxas de Mosley. Quando se esperava que as guerrilhas Mosley vs FOTA acabassem com a publicação da lista, estas aumentaram ainda mais...

domingo, 31 de maio de 2009

Chuva de inscrições

Após as posições de força da FOTA, as equipas dessa associação decidiram-se pela inscrição. No entanto, foi como condições: a FOTA apenas irá participar se a FIA não implementar o tecto orçamental ou se aumentar o valor do mesmo. Williams acabou por não se inscrever nestes parametros, fazendo uma inscrição separada, ou seja, aceitando por completo os termos do tecto orçamental.

Novas equipas vão tentar a sua sorte para o próximo ano: Prodrive finalmente decidiu inscrever-se, com um suposto acordo de parceria com McLaren / Mercedes, e durando apenas dois anos, altura em que passaria a ser a Aston Martin Racing; a Lola, para além de fornecer chassis à Campos irá também criar a sua própria equipa de competição; a Litespeed, vai participar com apoio da MGI Ltd (empresa de Mike Gascoyne) e com motores da Cosworth; ainda mais surpreendente, a March poderá ter-se inscrito!
Apenas 13 equipas serão aceites, numa lista que a FIA irá divulgar, mas há dois pormenores que temos de reparar: primeiro, à excepção da USGPE nenhuma outra equipa ameça tirar as equipas FOTA da sua participação; segundo, os motores Cosworth não foram usados nos últimos anos, pois ninguém os quis, mas, para o próximo ano já há três(!) equipas interessadas e com supostos acordos com a marca para o seu fornecimento! Isto quando o motor BMW está disponível para quem quiser... A marca alemã parece estar a pagar pela péssima temporada que está a fazer.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

FIA e FOTA condenadas a entenderem-se

Após se ter verificado que a FOTA tinha meios financeiros para fazer a tão aclamada GP1 para 2010, a FIA e Ecclestone fizeram de tudo para impedir isso legalmente. A Williams que tinha dito que esperaria mais uns dias, já foi suspensa da FOTA por se inscrever, quando as outras equipas tinham pedido para não o fazer, e espera-se que as outras equipas se inscrevam na data-limite (esta 6ª feira), mas acampanhadas de um documento em como não participam se não houver acordo em relação às disputas FOTA vs FIA.
Antes da reunião entre Mosley e as equipas começar, Ross Brawn fez (como líder técnico da FOTA) uma proposta de adenda ao regulamento técnico, que permitiria poupar entre 15 a 20 milhões de euros, sem que fosse necessário o tecto orçamental. Aliás, nesta reunião, Mosley pareceu aceitar que talvez se devesse aplicar o novo regulamento passo-a-passo para que se possa estudar e prever os efeitos do mesmo. Será difícil que seja possível de atingir um acordo antes da data limite, mas é essa a esperança de todos.Entretanto além da Williams, a USF1 e a Campos Racing já se inscreveram no campeonato, ambas indo usar motores Cosworth. A USF1 terá em 2010, um ano de transição para fazer o máximo de testes possíveis, pois a equipa está "obrigada" a usar pilotos americanos o que, como Peter Windsor disse, "... terão contractos de dois anos... no próximo ano não lhes exigiremos nada...". Já a Campos tem um acordo de três anos com a Dallara para construcção e projecção de chassis, e ainda tem a Comunidade Valenciana para dar apoio financeiro. A Epsilon Euskadi já tem uma fábrica perto da cidade basca de Vitória, e o governo regional está a construir um circuito capaz de receber a F1, esperando-se apenas que, a juntar à Villadelprat, outra empresa com capitais públicos dê o OK.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Renault abandona F1

Já se esperava algo semelhante, após a equipa francesa ter dito que não garantia o fornecimento de motores a outras equipas (o que fez a Red Bull iniciar negociações com a Mercedes), mas a notícia não deixa de provocar alguma fúria com Max Mosley e aqueles dirigentes da FIA, que parecem mais preocupados em ter grandes contas bancárias, a fazerem o trabalho que lhes compete, ou seja, fazer com que o público se atraia ao desporto automóvel.
A notícia vem de um site de Espanha que garante que a equipa francesa irá fazer a declaração antes do termo da temporada, ou seja, ainda pode não acontecer. Porém, não convém achar que é apenas uma estratégia para fazer pressão na FIA, porque há muito tempo que se adivinhava esta notícia, a dúvida rezidia só, em que equipa o faria primeiro. É que no último GP foi possível ver Briatore falando com elementos da Ferrari, segundo se diz, para procurar estabelecer um acordo para fornecimento de motores.Isto, para o italiano (juntamente com Alejandro Agag) formar uma equipa nova (à semelhança de Ross Brawn) que, mesmo com o abandono da ING, teria na Total um bom patrocinador, pois se o tecto orçamental sempre se aplicar o que a marca de lubrificantes teria que aumentar em investimento nunca seria algo muito significativo. Em contrapartida, a equipa deixaria de contar com Fernando Alonso, que muito provavelmente não aceitará fazer parte de uma equipa privado, preferindo certamente rumar à Ferrari, ou mesmo BMW.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Projecto bem adiantado: GP1

Apesar das sucessivas mensagens de Mosley, em que o inglês afirma estar convicto de que as equipas irão assinar o regulamento e increver-se em 2010. Antes, também houve três ocasiões em que pairou sobre a FIA (e FISA) a ameaça de que as equipas se unirião num novo campeonato, e a FIA conseguiu conter todas as possibilidades disso acontecer. Então, o que leva o padock a acreditar que desta vez é a "sério"? É que, pela primeira vez, todas as equipas que constituem o campeonato do mundo (menos a Williams, sempre presa à FIA por dificuldades financeiras) estão unidas para criar a sua competição se a Mosley não tirar esta ideia louca do tecto orçamental.A verdade, é que, este ano, as equipas têm todas as bases para conseguirem que a sua ideia vá avante: têm importantes montadoras do seu lado (Ferrari, Toyota, Renault,...), têm muitos circuitos que não fazem parte da Fórmula 1 que estão em perfeitas condições, e, acima de tudo, a FIA é quem mais tem a perder com toda a situação. É que Mosley, das actuais equipas, só tem a Williams do seu lado, e das equipas que disseram que se iriam candidatar para 2010, apenas a USF1 tem os meios para construir uma verdadeira equipa de competição, a Lola não tem equipa de competição, a Prodrive e a iSport não têm patrocinadores de peso, a Litespeed nem na classe B da F3 anda bem, e a Epsilon Euskadi nem para Le Mans teve "budget" para participar! Isto deixa Mosley e Ecclestone com equipas insuficientes para ter um campeonato.Quanto aos circuitos, a GP1 tem muita escolha de circuitos que não estão na F1. E, mesmo os que estão, deverão abandonar em breve, poeque: a China só pagou metade do que devia este ano, os circuitos europeus (à excepção de Mónaco) têm que pagar fortunas, e Melbourne e Spa perderam com as provas de 2009 e 2008, respectivamente, muit mais do que ganharam. O que tenta muitas circuitos seria justamente a sua tendência para preços mais justos, que a FOTA pode oferecer. Eis algumas pistas disponíveis: Magny-Cours, Hockenheimring, Imola, Jerez, A1-Ring, Algarve, Montreal, Indianápolis, Qatar, Dubai,... A juntar a isto uma possível entrada de um circuito citadino americano, a volta de Adelaide e Jacarepaguá, e ainda circuitos do actual campeonato dispostos a preços justos, como China, e ainda circutos que venham com as equipas, como é o caso do Mónaco.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Revolução em curso

Após a chuva de ameaças de abandonos da F1 por parte das equipas que compõem o campeonato: Renault, Ferrari, Red Bull e Toyota, a Fórmula 1 prepara-se para uma estrema revolução. É que todos estes abandonos parecem ir dar lugar a inúmeras novas equipas, que nalguns casos vêm de outras categorias como F3 ou GP2.

A verdade é que Max Mosley não parece minimamente inclinado para rever o regulamento técnico para 2010, o que poderá fazer com que equipas históricas ou com forte poderio financeiro desapareçam para dar lugar às equipas privadas que a FIA tanto adora, pois pode controlá-las muito mais facilmente. É que à excepção do tecto orçamental, o resto do regulamento (proibição de pit stops, entre outras) parece muito convidativo para as montadoras. O que vem estragar esse desafio, é a vontade que Mosley tem das equipas irem de encontro à sua vontade.

Na minha opinião, a F1 poderá sobreviver sem aquelas equipas que tanto poderão, mais tarde, fazer falta em questões de "marketing". É que estas equipas acabarão por ser substituídas pelas equipas protótipo que a FIA tanto parece gostar.

sábado, 9 de maio de 2009

Toyota ameaça sair

Após as declarações de Max Mosley, em que o britânico afirmava que a Fórmula "poderia sobreviver sem a Ferrari" e juntamente com o novo tecto orçamental num autêntico convite às montadoras para sairem da F1, e formarem a tão afamada GP1, a Toyota afirma que à luz das novas regras no regulamento começou a ponderar se irá valer a pena continuar.

Os representates da equipa japonesa afirmam que estão contentes em estar na Fórmula 1 e que acham estar dentro do "ambiente" da categoria e que têm boas performances, mas dizem que com as novas regras é necessário ponderar o envolvimento no desporto. John Howett disse ainda que "a não ser que as regras para o próximo ano mudem radicalmente, não nos iremos inscrever para 2010".

Isto leva-me a uma questão: o que se passa na demente mente de Max Mosley?! Quem, há alguns anos atrás, diria que equipas como Ferrari com uma grande história, e Toyota com o seu grande potencial de vendas, não fariam falta à F1? Na minha opinião, a Fórmula 1 não sobreviveria sem Ferrari, mas sobreviviria perfeitamente sem Mosley...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Será que o tecto orçamental funiona?

Quem não se lembra das mensagens de diminuição de custos apresentadas pela FIA (o famoso tecto orçamental), que foram consideradas como "um convite para os construtores abandonarem a F1", com Jarno Trulli a dizer mesmo que "a F1 parece querer suicidar-se sem razão aparente"? Para as equipas grandes seria péssimo, já para os mais pequenos e os que querem entrar na Fórmula 1 seria óptimo. As equipas que aceitassem esta proposta teriam liberdade completa em fundo plano, asa móveis e motores ilimitados.

Na minha opinião, apesar do sistema poder fazer a F1 ter um campeonato paralelo, este sistema era excelente para reduzir os custos. Entende-se que os "ricaços" da F1 não gostem, mas com as alterações recentemente efectuadas a essa proposta por Max Mosley podem levar a uma melhor aceitação: o presidente da FIA afirmou que os valores gastos em marketing, hospitalidade, as 'motorhome' e os salários dos pilotos não faram parte desse orçamento. Creio que assim os construtores poderam avaliar melhor a sua opinião desta proposta.

A verdade é que já existem duas equipas com projectos bastante adiantados, e outras duas com projectos iniciais. A USF1 e a equipa com nome a anunciar de Tony Teixeira, têm já trabalhos em curso para a criação de monolugares. A USF1 já deu a entender a sua intenção de utilizar motores Cosworth e a equipa que terá a sua base em Portugal afirma não ter problemas em "arranjar" motores Ferrari. As outras duas são a Lola, que nunca atingiu grandes feitos na F1 e a Prodrive que está há dois anos para o fazer. Isto faria com que, após as dificuldades em relação à Brawn para ter dez equipas em competição, a F1 tivesse 14 equipas para 2010.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Breves antes da Malásia

As notícias antes deste GP que se avizinha foram muitas, mas tão pequenas que decidi juntá-las numa só nas minhas famosas breves.
Após a estrondoza dobradinha Brawn em Melbourne, Ross Brawn assusta a concorrência dizendo que o carro irá estar mais rápido nas provas europeias, Rubens Barrichello diz que têm capacidade para ganhar o campeonato, Rubens diz ainda que não será a "cobaia" de Button, e a juntar a isto pilotos como Alonso chegam mesmo a dizer que "a Brawn pode vencer todas as corridas da temporada.
Em Sepang falta de luz e chuva atormentam os pilotos e o KERS deverá ter um papel mais importante na pista do leste da Ásia.
A FOTA tenta também fazer com que a FIA aceite o novo sistema de pontos proposto pelos constructores. Muitos acham também que a pole deveria ser recompensada em pontos, o mesmo acontecendo com a melhor volta. É só escolher a que mais lhe agrada na minha sondagem.
E ainda, o caos entre Trulli e Hamilton. Penso que a penalização para qualquer um dos dois foi demais, mais valia deixar as posições com que eles terminaram.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Breves antes da Austrália

Decidi não publicar mais sobre os testes de Jerez, pois parecia que o resultado era sempre o mesmo. A partir de agora, vou apenas falar dos testes quando fôr o último dia.
Mas, não é essa a razão da publicação. Equanto eu estive "calado" surgiram mais broncas. Pois é...
Primeiro, o sistema de pontos - estava mesmo à espera que a FIA aceitasse a proposta da FOTA (12-9-7-5-4-3-2-1), mas isso não aonteceu. Previligiar as vitórias vai fazer com que sintamos saudades do sistema de medalhas de Ecclestone, nesse os pódios ainda contavam para alguma coisa...
Segundo, o tecto orçamental - este sistema não vai funcionar, mesmo que venha a trazer toda a liberdade que promete, pois na Ferrari esses 33 milhões de euros iam no instante, só com o salário de Kimi Raikkonen iam 30 milhões... Para as equipas como Force India ou Toro Rosso seria excelente, passariam a ter meios para competirem com colossos com Ferrari e Toyota. Duvido que seja aceite pelas equipas de frente. Uma F1 equilibrada nunca seria aceitável pelos agentes publicitários...
Terceiro, as alterações nos testes - sou totalmente de acordo. Os três dias de testes para jovens dariam a oportunidade a jovens, para a triste figura deste ano (apenas um "rookie") não se voltar a repetir, quem sabe o "nosso" Álvaro Parente na Renault... XD Creio que os teste de aerodinâmica de oito dias, seriam uma grande oportunidade para quem fôr à Austrália com um carro mais lento.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Começamos bem...

Ainda a temporada nem começou e já surgiram as primeiras acusações de ilegalidades nos novos monolugares, com as suspeitas a recaírem no novo Ferrari F60.
De acordo com a revista Auto Motor und Sport, a saída dos escapes do novo monolugar italiano infringem os regulamentos, referindo que algumas das equipas rivais já questionaram o posicionamento dos escapes, com o seu final bastante exposto.
Isto porque as equipas questionaram se, com esta colocação, os italianos poderiam estar a tentar que aquele elemento funcionasse como um pequeno apêndice aerodinâmico, algo que o regulamento para 2009 proíbe.
Verdade ou não, o facto é que todas as outras equipas apresentam saídas de escapes escondidas.
Aquela publicação alega ainda que esta poderá ter sido a razão pela qual a marca italiana cancelou a sua vinda ao circuito de Portimão, no qual as outras equipas teriam um primeiro olhar
mais atento sobre aquele detalhe.
E eu que pensava que a F1 já tinha acabado de brincar aos espiões...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

2009 is coming...

Sempre que começa um novo campeonato de Fórmula 1 pensa-se que tudo irá mudar. Raramente existem grandes mudanças, mas este ano é diferente. O regulamento mudou imenso, ao ponto de os "novos" F1 parecerem carros dos anos 80...
2009 será como acabar com a F1 durante 10 anos e recomeçar. Todas as antigas vantagens serão (provavelmente) anuladas.
Só para verem as diferenças vejam os Ferrari e BMW de 2009, comparados com os de 2008:
São mais as dúvidas que as certezas, mas esta época promete com todas as suas incógnitas (muitas delas forçadas pelo regulamento).
Na Ferrari espera-se uma forte luta interna, em que o vencido irá "dar lugar" a Fernando Alonso. Raikkonen e Massa são fortes candidatos ao título.
Na McLaren deve-se vir a verificar Kovalainen a proteger Hamilton das investidas dos outros (um pouco como acontecia na Ferrari com Barrichello e Schumacher), com a equipa a ter fortes responsabilidades para manter as prestações de 2008.
Na BMW não há dúvidas que, ou o projecto F1.09 acerta em cheio, ou falha redondamente (à semelhança da Honda em 2007). Kubica deve vir muito motivado e poderá aspirar ao título se o carro o permitir, já Heidfeld se voltar a repetir as prestações de 2008 será rapidamente substituído.
Na Renault não existm quaisqueres dúvidas de quem é o 1º piloto, se a equipa mantiver as prestações do final de 2008, Alonso poderá ser um candidato ao título. Mas, no caso de Piquet, se voltar a cometer os mesmos erros de 2008 será, muito provavelmente, trocado por di Grassi.
Na Toyota, ninguém espera surpresas (nem mesmo os japoneses), com Trulli e Glock a ficarem gatos se repetirem as exibições do ano anterior e, também, com a corda no pescoço, já que a Toyota parece querer colocar Kobayashi na equipa titular. O mais provável será Trulli sair no final do ano (e do contracto).
Na Toro Rosso o "pulo" de 2008 será muito difícil de ser parecido em 2009. Buemi já está na equipa e para o segundo carro parece provável que seja Sato a pilotá-lo. Bourdais não deverá fazer parte da equipa, pois ficou muito abaixo do esperado em 2008.
Na Red Bull a dupla parece garantir bons lugares, mas se o motor Renault voltar a fazer a equipa ficar abaixo da Toro Rosso, pode ser que os austríacos pensem em colocar a dupla na Toro Rosso...
Na Williams, após a glória de 2007, veio o "balde de água fria", porque mesmo com os dois pódios de Rosberg, deve ter ficado um sabor amargo na boca de Frank Williams com os resultados da última época. Se Nakajima voltar a falhar, não poderá contar com muita paciência da parte de Sir frank.
Na Force India (que mais valia chamar-se "McLaren II") a dupla foi mantida, apesar da pressão da Mercedes para colocar Paul di Resta no lugar de Sutil ou Fisichella. Numa equipa cuja performance é alvo de muitas incógnitas, tem de se esperar o melhor e o pior.
Na Honda,... bem,... vai ser difícil fazer previsões, já que nem se sabe se a equipa vai existir... Button e Senna (o mais provável para o segundo chassis) têm talento mais que suficiente para serem clientes dos pontos, mas ninguém sabe se o Honda também será...
Eis as minhas previsões, espero que tenham gostado! =D

sábado, 13 de dezembro de 2008

FIA revela medidas de poupança

A FIA já revelou quais as medidas que foram acordadas com a FOTA (Associação de Equipas de Fórmula 1) para reduzir os custos na modalidade nos anos vindouros.
Por entre as medidas já esperadas, como o fim dos testes durante a temporada, está a surpresa de que a proposta do motor standard, tão defendida por Max Mosley, não será aplicada.
A medida, que provocou muitas críticas por parte dos construtores, foi abandonada depois das conversações da passada quarta-feira com a FOTA, tendo-se chegado, no entanto, a alternativas que tornarão viável a Fórmula 1 nos próximos anos.
Assim, os motores terão que durar mais tempo, prevendo-se que a sua vida útil seja duplicada. No entanto, a regra dos três fins-de-semana para cada motor manter-se-á em 2009. Cada piloto só poderá usar oito motores por temporada, fora quatro para testes, perfazendo assim o total de 20 por época. Para se atingir esse desiderato já em 2009 as rotações foram limitadas a 18.000, sendo proibido modificar o motor internamente.
Em 2010, as equipas independentes terão acesso aos motores de construtores, seja de um fornecedor independente, seja dos já presentes, cujo custo não deverá ultrapassar os 5 milhões de euros por época.
A utilização do túnel de vento também foi limitada, passando a ser proibida a utilização de modelos superiores a 60% e 50 metros/segundo. As fábricas terão de ser fechadas seis semanas por ano.
A FIA acredita que estas medidas irão permitir cortar cerca de 30 por cento em 2009, com os maiores ganhos a surgirem nos próximos anos.
Em declarações à rádio da BBC, John Howett, Presidente da Toyota Motorsport e vice-presidente da FOTA, referiu que "não existe a intenção de correr com motores únicos. Podemos oferecer os mesmos motores a preços muito competitivos com apoio técnico adequado ao longo do fim-de-semana de corrida".
"As equipas cliente terão um grande pacote e os fãs terão grandes motores e um desafio entre cada um", completou.