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sábado, 5 de setembro de 2009

Análises de Mercado 2010 - parte 2

Após a primeira parte destas análises às situações das equipas para o mercado, vem aí a segunda (e última parte).

USF1

Na equipa oficial dos EUA a situação de participação e no mercado parece bastante seguro desde o anúncio de apoio do YouTube à equipa, e do facto de ser (das novas aquisições) a que parece estar melhor preparada. O provável patrocínio da Superfund, deverá ter entregue numa bandeja um lugar a Alexander Wurz, que tentará apagar a má imagem de 2007.

Apesar da vontade de ter um piloto americano na equipa, Peter Windsor não deverá contar com nenhum, pelo menos, já para 2010. Tanto Rossi como Summerton precisam de mais experiência antes de ingressarem em algo tão grande. Enquanto que a candidatura de Nakajima, apenas será considerada se a Toyota equipar os carros americanos.

Villeneuve tem nesta equipa, a sua maior probabilidade de regressar à modalidade máxima, pois apesar de não aceitarem pilotos pagantes, os homens da USF1 apreciam experiência...

Toyota

Na Toyota, tudo parece indicar que os japoneses apenas sofrerão um corte orçamental, e não abandonaram o desporto, mas o line-up lança muitas dúvidas... Apesar de não tão impressionante como Trulli nas últimas corridas, Timo Glock deve ser um nome garantido na equipa.

Jarno Trulli não deverá continuar como piloto Toyota, após cinco anos, e a verdade é que não tem mais alternativas, será o fim da linha do italiano? A opção de Kubica não passa de uma miragem, pois o polaco nem pareceu levar a sério a oferta... Kobayashi e Nakajima são, por isso, os principais pretendentes, mas parece ser o primeiro a levar vantagem como já referi há um tempo...

Force India

Depois dos últimos resultados que os indianos conquistaram, duvido que o contracto com a Mercedes seja cancelado, pois aqueles pontos valerão milhões no final do ano para pagar aos alemães. Apesar de ter desperdiçado duas brilhantes oportunidades de brilhar no Nurburgring e em Shangai acredito que Sutil se manterá ao volante para o próximo ano.

Para o segundo carro existe muita concorrência, porque apesar de Liuzzi ter sido escolhido para este ano substituir Fisichella, o facto de Senna e Petrov cobiçarem o lugar não ajudará em nada o italiano... Apesar de nunca ter sido tão patriota como a Spyker, é melhor não descontar o compatriota da GP2, Chandhock da contenda!

Sauber / BMW / ?

Apesar de estar na fase de "eliminatórias da FIA", creio que acabarão por ser mantidos. Kubica dificilmente ficará na equipa, pois pretende um volante competitivo, o que será complicado com uma equipa "nova"... A ideia de Peter Sauber é manter um dos pilotos, e como Heidfeld está sem mercado em 2010, poderá ser a "tábua de salvação" do alemão.

O que o suiço também disse, é que para completar o orçamento será necessário um piloto pagante, e isto coloca Senna e Petrov (mais uma vez) na pole position para ocupar o lugar...

Outros

As últimas 4 equipas que não referi, decidi nem perder tempo por as suas posições serem claras, ou então, demasiado confusas. A Brawn e a Red Bull vão manter os seus actuais pilotos, apesar de os austríacos terem sido os únicos a anunciá-lo oficialmente.

Manor (ou será Virgin?) e a Toro Rosso não deram quaisquer indícios sobre quem formará o line-up para 2010, e no caso dos britânicos, cheira-me que não o chegarão a fazer...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Velhos problemas mais actuais que nunca

Como as notícias que surgem são sempre birras de Mosley ou rumores de Alonso a ir para a Ferrari (que já existem desde 2007), decidi fazer mais uma investigação como já tinha feito sobre Villeneuve e Hamilton. Esta publicação também refere estes dois personagens, mas também os seus companheiros. Vou explicar, este post vai mostrar como a Williams entre 1997 e 1999, e a McLaren de 2007 a 2009, viveram situações em que apenas o nome dos intervenientes parece ter mudado. Estávamos no fim de 1996, Hill tinha conquistado o título em Suzuka face ao brilhante Villeneuve que no seu ano de estreia tinha ameaçado fortemente as hipóteses do britânico ganhar o campeonato. No entanto, as famosas relações de Frank Williams levaram Hill a abandonar a equipa no fim do ano, rumando para a Arrows. Jacques permaneceu na equipa, sendo atribuído para seu companheiro o jovem Heinz-Harald Frentzen vindo da Sauber. A ideia era a de evitar colocar alguém que pudesse ameaçar verdadeiramente a sua estrela em ascensão. Foi exactamente isso que aconteceu... Heinz limitou-se a ganhar uma corrida de honra em San Marino, contra as sete do seu companheiro, apesar disso ficou em segundo no campeonato graças à desclassificação de Schumacher do campeonato. Aliás, há quem garanta que Jacques deve o seu título a Hill. É que apesar de o britânico ter feito uma época para esquecer na Arrows, em que pontuar foi um milagre, o inglês esteve perto de conseguir uma vitória (!)... Sim, leram bem.

Estávamos no Hungaroring para o GP da Hungria, e Hill estava na frente com 22s de vantagem sobre Villeneuve a duas voltas do fim com o seu A18 quando, uma falha no sistema hidráulico começou a bloqueá-lo em segunda. O britânico ainda conseguiu mudar para terceira, mas foi inútil o Williams de Villeneuve chegou a um ritmo alucinante e ultrapassou-o! Mesmo assim, Damon ainda chegou em 2º, bem na frente de Herbert. Muitas pessoas afirmam que Schumi apenas forçou aquela ultrapassagem em Jerez pois Ville tinha conquistado mais aqueles quatro pontos em Budapeste, e que se Hill tivesse ganho, o alemão não teria sido forçado a tomar aquela atitude, e seria campeão...
Em 1998 foi tudo muito menos satisfatória para a Williams, pois o carro era menos competitivo que McLarens e Ferraris. Frentzen começou melhor a temporada que Villeneuve com um pódio, mas o canadiano bateu-o no campeonato. No final do ano, Jacques foi para a BAR (que tinha acabado de adquirir a Tyrrell) e Frentzen para a Jordan. O destino acabou por dar razão ao alemão, pois ganhou duas corridas, e chegou a estar na luta pelo campeonato, enquanto Ville nem um único ponto conseguiu, apesar de ter partido de sexta para Imola, e de ter estado em terceiro em Montmeló. Nesse ano, o mais novo Schumacher e o regressado Zanardi foram para a Williams, mas enquanto Ralf fez alguns pódios, o italiano nem pontuou abandonando a F1 no fim do ano.
Uns anos mais tarde passou-se outro drama. A McLaren tinha uma nova dupla de pilotos, contando com o campeão do ano anterior Fernando Alonso, e com o estreante protegido de Ron Dennis, Lewis Hamilton. Ficaram suspeitas logo na primeira corrida quando Hamilton poderia ter ficado na frente do companheiro, não fosse um problema no seu segundo reabastecimento. Mas, a situação só azedou de vez, quando no Mónaco, Lewis foi impedido de atacar Alonso na liderança por ordem de Dennis, que não queria prejudicar a dobradinha; as boas maneiras duraram cinco corridas...

Na Hungria, Alonso parou nas boxes na qualificação para reabastecer, Lewis parou atrás à espera da sua vez. Foi dada ordem de saída ao espanhol, mas ele ficou. O tempo passava. "Radio check" dizia a equipa, pensando que Alonso tinha problemas de comunicação. O asturiano ficou lá o tempo suficiente para fazer a melhor volta, mas não deixar o novato melhorar o seu tempo. Penalização de cinco lugares, e ainda isolamento na McLaren. A duas corridas do fim, Lewis estava na frente do campeonato com 12 pontos de vantagem sobre Fernando, e 17 sobre Raikkonen. Mas, um abandono na China, e dois pontos no Brasil não chegaram, e Kimi Raikkonen ganhou o título que o iludira em 2003 e 2005.Depois, o mesmo que na Williams de Hill e Villeneuve: o piloto experiente sai (Alonso), e dá-se um companheiro com poucas probabilidades de o bater (Kovalainen). Lewis ganhou o campeonato nesse ano, num ano em que o melhor piloto foi Massa, que perdeu o título na última curva da última volta da última corrida do ano frente ao seu público... De novo, Hamilton com bastantes vitórias, e Heikki Kovalainen apenas com uma, fruto de azares de outros. E, no ano seguinte (este), um péssimo carro que impede os pilotos de fazer melhor que pontuar ocasionalmente...

Será que para a ano, irá Heikki acertar na equipa e lutar pelo título, e Lewis sai da McLaren para uma péssima escolha... Por um lado, espero que sim, pois este ano não houve trocas quase nenhumas de pilotos, e gostava que houvesse muitas trocas de condutores...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Button, e os seus desejos...

Depois de alguma pesquisa da minha parte, decidi partilhar convosco os resultados. Decidi procurar sobre pilotos britânicos, que dos anos 90 até hoje tenham estado na frente do campeonato, na altura do GP britânico. Saltaram dois casos à vista por serem o oposto um do outro: Damon Hill em 1996, e Nigel Mansell em 1992.
No caso de Mansell, na época a Williams dominava por completo os acontecimentos, isto colocara Nigel e o seu companheiro Patrese na frente do campeonato. O britânico queria mostrar a todos que era ele que se iria tornar campeão, apesar da derrota para Senna no Mónaco. Mansell fez uma corrida exemplar, começando a festejar uma volta antes do fim; a sua frenética corrida para o pódio mostra como Nigel tinha querido aquela vitória. O inglês acabou por ganhar o campeonato muito antes do fim.Já Hill, ao contrário de Mansell, estava numa luta interna contra um tal "rookie" chamado Villeneuve. O canadiano estava a mostrar-se exemplar ao longo de todo o ano, não ganhando por pouco a sua primeira corrida não fosse um problema mecânico. Damon queria mostrar que era mais forte que o seu companheiro, mas acabou tudo muito mal para inglês com o seu abandono e vitória de Villeneuve, numa espécie de vingança: Hill tinha ganho na caso de Villeneuve, e o canadiano ganhou na casa do inglês. No entanto, Damon acabou por conquistar o título na última corrida no Japão. Jenson Button deve querer seguir as pisadas de Mansell, pois ver Barrichello a ganhar na "sua" casa não deve estar na lista de desejos do inglês.

sábado, 11 de abril de 2009

Villeneuve e Hamilton: carreiras idênticas


Como ultimamente nada se passa na Fórmula 1 além de rumores, decidi partilhar convosco uma coisa que ando a meditar desde o fim da temporada de 2007. Já alguma vez ouviram como foi a carreira (na Fórmula 1) de Jacques Villeneuve? Cá vai!

Após o título na Fórmula Indy e o triunfo nas 500 Milhas de Indianápolis, o piloto canadiano ingressou na Williams em 1996 ao lado de Damon Hill, num ano em que Schumacher foi para a Ferrari. Os FW18 não tiveram rivais, e os dois pilotos lutaram pelo título, acabando Hill por levar a melhor. No ano seguinte, Hill foi afastado da equipa e Frentzen tornou-se companheiro de equipa de Villeneuve. Após uma luta com algumas "batotices" à mistura com Schumacher, o canadiano foi campeão em 1997. Já em 1998, o Williams era muito mais lento que os Ferrari e McLaren (e às vezes que o Jordan). Apesar disso, Jacques esteve perto de ganhar uma corrida no Canadá que um problema mecânico a poucas voltas do fim viria a roubar.

No ano seguinte, decidiu ir para a BAR (que comparara a Tyrrell), no que acabou por ser uma ligação desastrosa, apesar da conquista de dois pódios e de uma boa perormance em 2000. Este capítulo acabou antes do fim de 2003, sendo despedido. Em 2004, foi piloto de testes para a Renault, participando nas três últimas corridas, a substituir Trulli que fora para a Toyota, sem impressionar. Em 2005 foi para a Sauber, valendo-lhe a paciência de Peter Sauber para permanecer até ao fim do ano. Em 2006, a equipa foi comprada pela BMW, e Villeneuve apenas permaneceu devido ao seu contracto com a Sauber. No entanto, após uma performance desastrosa no Hockenheim, a equipa e o piloto chegaram a um acordo de rescisão de contracto, acabando sem glória a carreiro do campeão de 1997.

Ano

Equipa

Motor

Vitórias

Posição

1996

Williams

Renault

4

1997

Williams

Renault

7

1998

Williams

Machachrome

0

1999

BAR

Supertec

0

21º

2000

BAR

Honda

0

2001

BAR

Honda

0

2002

BAR

Honda

0

12º

2003

BAR

Honda

0

16º

2004

Renault

Renault

0

21º

2005

Sauber

Petronas

0

14º

2006

BMW Sauber

BMW

0

15º


Lewis Hamilton tem um percurso semelhante: quase conquistou o título no primeiro ano, conquista o título com alguma sorte à mistura no segundo, e agora, também, com um carro mais fraco tem feito corridas com pontos (se não contarmos com a desclassificação australiana) devido ao seu esforço. Esperemos que o britânico "faça as pazes" com a equipa de Woking, senão a história poder-se-á repetir...

Ano

Equipa

Motor

Vitórias

Posição

2007

McLaren

Mercedes

4

2008

McLaren

Mercedes

5

2009

McLaren

Mercedes

?

?