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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Capa Autosport - Este miúdo é imparável!

Capa Autosport - Este miúdo é imparável!

Peço desculpa pelo atraso da publicação, mas há que aproveitar enquanto o Verão dura para ir apanhar uns banhos de Sol... Enfim, mais vale tarde que nunca: eis os destaques do Autosport para esta semana.

Formiga guerreira: António Félix da Costa está a brilhar este ano na Fórmula Renault 2.0, conseguindo mais uma vitória dupla, a 4ª seguida (e 6ª da temporada). O português está realmente com perspectivas muito risonhas, podendo conquistar o título daqui a três provas. António está também num possível rumo à F3 Euroseries, lugar preferido das equipas de F1 para sondar talentos! Mais um candidato luso à fórmula máxima, seguindo as pisadas de Álvaro Parente.

Também na capa: O semanário refere também uma entrevista a Pat Symonds, com o projectista a afirmar que se sente enfastiado com os actuais regulamentos referentes aos "pit stops", estando à espera de mais inovação nas estratégias sem a necessidade de reabastecer. O outro destaque é o português Victir Mlyakawa, que é engenheiro na Brawn GP. Uma entrevista em que ele refere o seu histórico: da Super Aguri à líder do campeonato Brawn!

BMW está a pagar cara a recusa em vender a equipa a Peter Sauber

BMW sem espaço de manobra: Após a renúncia dos germânicos em Peter Sauber tomar posse da equipa, as coisas estão muito negras. Ecclestone e Mosley não perderam tempo para colocar uma montadora de fora, levando a que quem comprar a estrutura de Hinwill, tenha ainda que passar a fase de escolha das equipas. Mesmo que o consiga (o que será difícil), não receberá os prémios referentes a este ano da BMW, por em teoria ser uma nova equipa... Enquanto Bernie poupa dinheiro, Villadelprat ainda acredita que poderá estar em Melbourne em 2010, pois é a estrutura mais qualificada para isso, a seguir à ex-BMW.

Schumi em dúvida: Um pouco atrasados, pois o alemão já não vai participar em Valência, o Autosport fala sobre o acidente que impediu o alemão de regressar, das alternativas mais credíveis: Gené e Fisichella (não referem nem uma única vez Badoer...). Falam também sobre Willy Weber e as suas declarações estranhas (como eu próprio já referi no Twitter) que fazem lembrar o nosso ex-ministro da Economia: quando diz algo acontece o contrário...

Outros: Desta vez, devido às férias prolongadas da F1, as breves são mesmo breves: a confirmação do GP do Canadá apenas surpreendeu pelos preços baixos de Ecclestone, mas o patrão da FOM, afirma que Indianápolis não voltará, deixando a F1 órfã do seu maior mercado... Donington parece cada vez menos provável com a mudança de empreiteiro, e Bourdais ganhou mais com a indemnização da Toro Rosso do que com o seu salários de 2008!

Toro Rosso silenciou a investida de Bourdais em tribunal com 1,7 milhões de euros

quinta-feira, 28 de maio de 2009

FIA e FOTA condenadas a entenderem-se

Após se ter verificado que a FOTA tinha meios financeiros para fazer a tão aclamada GP1 para 2010, a FIA e Ecclestone fizeram de tudo para impedir isso legalmente. A Williams que tinha dito que esperaria mais uns dias, já foi suspensa da FOTA por se inscrever, quando as outras equipas tinham pedido para não o fazer, e espera-se que as outras equipas se inscrevam na data-limite (esta 6ª feira), mas acampanhadas de um documento em como não participam se não houver acordo em relação às disputas FOTA vs FIA.
Antes da reunião entre Mosley e as equipas começar, Ross Brawn fez (como líder técnico da FOTA) uma proposta de adenda ao regulamento técnico, que permitiria poupar entre 15 a 20 milhões de euros, sem que fosse necessário o tecto orçamental. Aliás, nesta reunião, Mosley pareceu aceitar que talvez se devesse aplicar o novo regulamento passo-a-passo para que se possa estudar e prever os efeitos do mesmo. Será difícil que seja possível de atingir um acordo antes da data limite, mas é essa a esperança de todos.Entretanto além da Williams, a USF1 e a Campos Racing já se inscreveram no campeonato, ambas indo usar motores Cosworth. A USF1 terá em 2010, um ano de transição para fazer o máximo de testes possíveis, pois a equipa está "obrigada" a usar pilotos americanos o que, como Peter Windsor disse, "... terão contractos de dois anos... no próximo ano não lhes exigiremos nada...". Já a Campos tem um acordo de três anos com a Dallara para construcção e projecção de chassis, e ainda tem a Comunidade Valenciana para dar apoio financeiro. A Epsilon Euskadi já tem uma fábrica perto da cidade basca de Vitória, e o governo regional está a construir um circuito capaz de receber a F1, esperando-se apenas que, a juntar à Villadelprat, outra empresa com capitais públicos dê o OK.