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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Gran Premio Santander d'Italia 2009 - Pontuação

Após uma brilhante exibição de Rubens Barrichello no GP da Itália, chega a altura de ver quem fez um bom trabalho e quem é "um Luca Badoer"! Para quem é novo nestas andanças lembro que as pontuações vão de 1 a 10, e que é tudo com base no desempenho em pista: o facto de os carros serem melhores não será levado em conta...

sábado, 5 de setembro de 2009

Análises de Mercado 2010 - parte 2

Após a primeira parte destas análises às situações das equipas para o mercado, vem aí a segunda (e última parte).

USF1

Na equipa oficial dos EUA a situação de participação e no mercado parece bastante seguro desde o anúncio de apoio do YouTube à equipa, e do facto de ser (das novas aquisições) a que parece estar melhor preparada. O provável patrocínio da Superfund, deverá ter entregue numa bandeja um lugar a Alexander Wurz, que tentará apagar a má imagem de 2007.

Apesar da vontade de ter um piloto americano na equipa, Peter Windsor não deverá contar com nenhum, pelo menos, já para 2010. Tanto Rossi como Summerton precisam de mais experiência antes de ingressarem em algo tão grande. Enquanto que a candidatura de Nakajima, apenas será considerada se a Toyota equipar os carros americanos.

Villeneuve tem nesta equipa, a sua maior probabilidade de regressar à modalidade máxima, pois apesar de não aceitarem pilotos pagantes, os homens da USF1 apreciam experiência...

Toyota

Na Toyota, tudo parece indicar que os japoneses apenas sofrerão um corte orçamental, e não abandonaram o desporto, mas o line-up lança muitas dúvidas... Apesar de não tão impressionante como Trulli nas últimas corridas, Timo Glock deve ser um nome garantido na equipa.

Jarno Trulli não deverá continuar como piloto Toyota, após cinco anos, e a verdade é que não tem mais alternativas, será o fim da linha do italiano? A opção de Kubica não passa de uma miragem, pois o polaco nem pareceu levar a sério a oferta... Kobayashi e Nakajima são, por isso, os principais pretendentes, mas parece ser o primeiro a levar vantagem como já referi há um tempo...

Force India

Depois dos últimos resultados que os indianos conquistaram, duvido que o contracto com a Mercedes seja cancelado, pois aqueles pontos valerão milhões no final do ano para pagar aos alemães. Apesar de ter desperdiçado duas brilhantes oportunidades de brilhar no Nurburgring e em Shangai acredito que Sutil se manterá ao volante para o próximo ano.

Para o segundo carro existe muita concorrência, porque apesar de Liuzzi ter sido escolhido para este ano substituir Fisichella, o facto de Senna e Petrov cobiçarem o lugar não ajudará em nada o italiano... Apesar de nunca ter sido tão patriota como a Spyker, é melhor não descontar o compatriota da GP2, Chandhock da contenda!

Sauber / BMW / ?

Apesar de estar na fase de "eliminatórias da FIA", creio que acabarão por ser mantidos. Kubica dificilmente ficará na equipa, pois pretende um volante competitivo, o que será complicado com uma equipa "nova"... A ideia de Peter Sauber é manter um dos pilotos, e como Heidfeld está sem mercado em 2010, poderá ser a "tábua de salvação" do alemão.

O que o suiço também disse, é que para completar o orçamento será necessário um piloto pagante, e isto coloca Senna e Petrov (mais uma vez) na pole position para ocupar o lugar...

Outros

As últimas 4 equipas que não referi, decidi nem perder tempo por as suas posições serem claras, ou então, demasiado confusas. A Brawn e a Red Bull vão manter os seus actuais pilotos, apesar de os austríacos terem sido os únicos a anunciá-lo oficialmente.

Manor (ou será Virgin?) e a Toro Rosso não deram quaisquer indícios sobre quem formará o line-up para 2010, e no caso dos britânicos, cheira-me que não o chegarão a fazer...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Video-jogos de F1 - F1.06

Após a publicação do GP4, o prometido é devido, eis o meu segundo jogo preferido!

F1.06

Enquanto que o GP4 é o meu jogo para PC, na Play Station eu distraio-me com o F1.06, que como o ano indica é da temporada de 2006. O jogo perde alguns pontos para o outro em relação à simulação do carro, e à qualidade dos acidentes.

Por vezes, quando se joga o F1.06 tem-se a sensação de jogo de arcada, o que nos leva por vezes a excedermo-nos, levando à formação de piões. Os acidentes pecam por apenas as asas e as rodas poderem sair. No GP4 acontece o mesmo, mas de um modo mais realista...

No entanto, o jogo tem duas funcionalidades que eu pessoalmente adoro: o modo carreira, no qual pode fazer 5 anos de carreira, começando por Toro Rosso, Super Aguri ou Midland; e também a possibilidade de desbloquear carros históticos.

Eis os que eu já desbloqueei: dois Lotus (um da Gold Leaf e o outro de Fittipaldi), o Cooper e um Alfa Romeu (anos 50), os Williams campeões de Alan Jones e Damon Hill...

Enfim, em comparação com outros jogos oficiais (como o F1 Challenge ou F1 Championship 2000) está excelente, vejam ou vão ao site:

Chamiponship Edition

Este jogo é uma versão B, do F1.06. Como pouco tempo depois da vinda do F1.06 para Play Station 2, apareceu a PS3, o Championship Edition é a versão para a mais recente plataforma de PS.

Da pouca experiência que eu tenho com o jogo, vejo que resolveu alguns problemas do antecessor: condução à chuva mais realista, acidentes igualmente mais realistas, e um visual gráfico espantoso:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Video-Jogos de F1 - GP4

Visão onboard do jogo GP4 com Montoya, Williams em Melbourne [Fonte: GP4]

Após grande alarido com o esboço do que a Codemasters vai colocar no jogo F1 2009 para a Wii (que sairá para PC e PS em 2010), o F1 Fanatic lembrou-nos daquele jogo bem antigo chamado Super MonacoGP. Não era licensiado, havia um piloto por GP equipa, categorias (tal como na LeMans Series) e as pistas eram oficias, bem, oficias de 1989...

Isto lembrou-me também de dois jogos de F1, mais actuais diga-se de passagem, com gráficos melhores, e os quais ainda jogo hoje. Estou a falar do saudoso GP4 (para o qual ainda hoje se fazem mods) e o último jogo oficial da F1: o F1.06 (em Portugal com a capa de Tiago Monteiro).

Decidi dar uma pequena análise aos dois: começo hoje com o GP4, e para dar especial atenção ao GP da Europa (no qual gostava de ver Rubinho ganhar), o F1.06 apenas será analisado na 2ª feira.

GP4 by Geoff Crammond

Aproximação da Eau Rouge no GP4 [Fonte: GP4]

O GP4 foi um jogo criado por Geoff Crammond e vem de uma série de jogos chamdos F1 Grand Prix. O jogo retrata a temporada de 2001, com os pilotos e equipas a serem os de final de ano, por exemplo, apesar de só ter participado em 2 corridas, Tomas Enge aparece por terem sido as últimas...

Após o GP3 ter ficado aquém das expectativas, o GP4 transformou-se num dos melhores (o melhor mesmo) simuladores de F1 de sempre. Apesar de no aspecto deixar um pouco a desejar, a condução é muito realista, ora veja uma comparação entre um verdadeiro F1 (esquerda) e o GP4 (direita):

O jogo surgiu com bastantes "bugs", a maioria deles foram corrijidos, mas houve outros que nem por isso... Por exemplo: o carro partia-se ao meio! No entanto, o jogo não perdia nada na minha classificação, pois os acidentes até eram realistas, vejam:

O jogo foi tão adorado pelo mundo no geral, que muitos se dedicaram ao simples acto de criar "mods" das temporadas para o jogo: de 1979 passando por 2008! Aliás, o próprio Geoff Crammond criou um bastante razoável "mod" desta temporada... Eis o mod de 2007:

E foi a minha publicação deste maravilhoso jogo, acesse ao site aqui, aprecie o seu fim-de-semana, amanhã é a qualificação, e depois os meus pitacos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Estará a F1 a ficar sem motores?

Estarão as montadoras a pensar a cessar o seu envolvimento na F1?

Com o abandono da BMW, a Fórmula 1 está a começar a ficar com falta de montadoras presentes, pois em reacção aos abandonos da Honda e da equipa alemã, apenas a Cosworth foi "convidada" a regressar. Será que começamos a ter falta de motores?

Voltaremos nós aos tempos em que todo o plantel era fornecido com os Ford Cosworth, e apenas a Ferrari escapava à regra? Há algum tempo atrás, antes mesmo de começar o blogue, eu dedicava-me às estatísticas e resultados de temporadas dos anos 70 e 80. Isto porque eu conheço melhor as temporadas mais recentes, já que tenho uma colecção de DVD's dos chamados "season reviews".

O principal problema que afecta a Fórmula 1 neste momento, é a tendência que está a voltar para as equipas independentes (as quais Mosley morre de amores por) estarem em maioria. As equipas constructoras estão a começar a desaparecer a olhos vistos, quando há uns 3 anos eram quase o dobro das independentes.

Há 3 anos, as montadoras eram o dobro das independentes

Este facto afecta os campeonatos, pois acaba por se tornar um efeito dominó. Isto porque, há medida que as montadoras desaparecem, torna-se necessário às outras equipas irem em busca de novos propulsores. Como se torna impossível convencer uma marca a ingressar na F1 quando outras estão a abandonar por problemas económicos, os independentes viram-se para os já existentes...

A sobrecarga com que os constructores presentes ficam acaba por levá-los também a abandonar. Por exemplo, este ano, apenas a BMW não fornecia uma equipa cliente. Toyota fornece Williams, Ferrari fornece Toro Rosso, Renault fornece Red Bull, e a Mercedes está a fornecer três equipas (McLaren, Brawn e Force India) ao mesmo tempo! Para o ano acredita-se que Williams deverá cortar relações com a Toyota rumando à Cosworth, o que colocará os regressados propulsores com 4 equipas para fornecer...

Ou a Fórmula 1, começa a tornar-se mais estável para as montadoras começarem a criarem motores de competição, porque já nem digo colocarem uma equipa, pois essas aventuras (Honda, BMW) não costumam correr bem, ainda que com excepções (Ferrari). É que as equipas independentes, que Mosley tanto adora, não criam os seus próprios motores...

Mosley tem que começar a criar laços com as montadoras

terça-feira, 21 de julho de 2009

Meio ano depois - Toro Rosso

No início deste ano depressa percebemos que o carro que a Toro Rosso iria apresentar ao mundo nunca poderia ser tão competitivo em resultados como o seu antecessor. Isto por três razões: Primeira - o carro foi o último a ser apresentado (até a Brawn apresentou antes) o que reduzia o tempo de testes; Segunda - era o primeiro carro que a equipa construía nas suas próprias fábricas, sendo-lhes entregue grande parte do desenvolvimento durante o ano pela primeira vez; Terceiro - a dupla de pilotos estava longe de ser a ideal, pois Buemi era um estreante e Bourdais tinha deixado muito a desejar em 2008...Agradável surpresa: Apesar de o resultado geral da equipa na qualificação ter sido tão mal quanto o esperado (ficaram logo na Q1), espantou todos ser o "rookie" Buemi na frente do mais experiente companheiro francês. A corrida reservou, no entanto, umas belas prendas para a equipa de Faenza, com ambos os carros nos últimos dois lugares pontuáveis, ainda que com Buemi de novo na frente. Para a Malásia, o grid deixou o novato suíço com o último lugar da grelha e Bourdais a chegar à Q2. A corrida acabou por não ser nada de especial, com Buemi a abandonar ao perder o controlo à chuva, e o seu colega francês chegou a 10º, mas não impressionou ninguém.

Estreante a dar que falar: Na China, Buemi já se começava a mostrar claramente como o piloto principal da equipa italiana, ao levar o STR04 à Q3! O seu companheiro não passou da Q1, começando a enviar o relatório de desculpas esfarrapadas à equipa... Já começava a azedar a relação entre o francês e a equipa. À chuva, Buemi deu mais um ar de si, ao chegar novamente aos pontos, enquanto seu companheiro de equipa se arrastou pelo pelotão... No deserto barhenhita, Buemi não foi mais longe que a Q1, pois desta vez o carro não o permitiu, mas mesmo assim mais rápido que o seu colega em último. Na corrida, o estreante suíço não conseguiu levar a melhor sobre o carro sendo batido pelo companheiro que apesar de tudo não deslumbrou...Pontos ali pertinho: Com a chegada a Montmeló, o título do Autosport em relação à situação de Bourdais explicava-se perfeitamente: "Bourdais salvo por falta de alternativas... até ver". A verdade é que o francês voltou a ficar na Q1. O seu companheiro é que impressionava, ao ter feito o 7º melhor tempo na primeira sessão. O destino e o muro roubaram-lhe, na Q2, as hipóteses de sair de lá... A corrida durou apenas uma curva para os dois pilotos: Buemi e Bourdais envolveram-se os dois na carambolada inicial, abandonando no local.

No Mónaco as coisas pareceram começar a sorrir para os lados de Faenza, com ambos os pilotos na Q2 (mais graças ao défice de performances de Toyota e BMW do que por deméritos próprios). Buemi na frente de Bourdais está claro! O suiço teve menos sorte na corrida, com Piquet a batê-lo na largada, e mais tarde enquanto seguia colado ao Renault, Sebastien perdeu as estribeiras e o carro que acertou na traseira do carro do brasileiro. Bourdais fez, à semelhança de Fisichella, uma estratégia de uma única paragem, mas bastante tardia. A estratégia resultou na perfeição com um ponto na contagem pessoal do francês.Na cauda do pelotão: Na Turquia o andamento dos chassis da equipa italiana revelou-se muito menos prometedor do que havia sido em Monte-Carlo, com os dois carros no fundo da classificação tanto na qualificação como na corrida. Na corrida seguinte, a surpresa da corrida, não foi o mau andamento dos STR04, mas sim do de Buemi, que foi batido por Bourdais na qualificação! Sem surpresas, os carros não melhoraram nem um pouco, com ambos os carros na Q1, com Bourdais a despedir-se da equipa (e provavelmente da F1) com o último lugar da grelha e um abandono.

Será que as novas alterações (duplo difusor, por exemplo) levarão a equipa aos pontos? Será que Alguersuari (veja a publicação do Capelli acerca do piloto espanhol aqui) valerá alguma coisa, ou terá sido um movimento de mercado? Irá Bourdais avante com as acções legais contra a equipa, e mais importante, permanecerá na F1? Não perca o GP da Hungria este fim-de-semana...

Meio ano depois - BMW Sauber

Nenhuma equipa (à excepção da Brawn) apostou tanto numa temporada logo no início da anterior, após a vitória de Kubica no Canadá 2008. A equipa germânica tinha o "plano ascensão" tão bem traçado que ficou complicado cumpri-lo... A BMW fez os seguintes objectivos: 1º ano - pontuar regularmente. Certo. 2º ano - ir ao pódio. Certo, até já o tinha feito em 2006. 3º ano - vitórias. Certo. 4º ano - título. Errado, nem pontos... A embirrância de Mario Theissen em seguir este plano à risca fez com que a equipa se visse refém do destino. Em 2008, apesar de o desenvolvimento do carro ter cessado imediatamente após a primeira vitória, Kubica ainda tinha hipóteses de ser campeão a duas corridas do fim! Quem sabe onde teriam chegado se tivesse apostado mesmo no ano passado, como o ano definitivo para o famigerado título...Falsas promessas: Com os primeiros testes ficámos admirados com o convencional F1.09, pois achámos todos que um carro tão "normal" sem linhas ou pontos em que contornasse as regras de modo a poder ganhar preciosos segundos. No entanto, Theissen continuava a afirmar que o carro tinha hipóteses sérias no campeonato, e Heidfeld falava de ganhar o seu primeiro título... Enganaram todos de tal maneira que os BMW Sauber (juntamente com os Brawn) eram os mais prováveis candidatos a ganhar em Melbourne na opinião de quase todos. Na primeira corrida ainda deu boas indicações,... pelo menos com Kubica! O polaco chegou muito perto dos BGP001 e de Vettel, podendo mesmo ter ganho a corrida graças à escolha de pneus nas voltas finais, sem um toque em Sebastian que acabou a corrida de ambos. O seu companheiro, não passou da Q2, e envolveu-se num acidente na 1ª curva, acabando em 11º...

Na Malásia, a chuva deve ter sido muito abençoada pela BMW que viu na qualificação um resultado idêntico a Melbourne, e o abandono de Kubica com poucas voltas decorridas provocou grande desânimo da equipa. No entanto, uma muio afortunada escolha de pneus colocou "Quick" Nick no pódio, apenas atrás de Button! Não se podia dizer ainda muito do andamento dos carros, pois Heidfeld esteve apenas uma volta no segundo posto, no que acabou por ser a volta dos resultados... Para a China, os sorrisos depressa desapareceram, com Nick a ficar na sua posição habitual, e Kubica a ficar logo na Q1! Na corrida, Kubica foi pior ainda, tendo que trocar duas vezes a sua asa da frente, e o seu companheiro perdeu a oportunidade de lutar pelos pontos devido a uma estratégia não muito cooperante.No fundo do poço: Com a chegada ao deserto do Barhain, a BMW depressa começou a descobrir que os meses de avanço na criação do seu chassis de 2009 estavam a ir por água abaixo, com ambos os carros a ficarem-se pela Q2. Pior mesmo, estava reservado para a corrida, com ambos os carros a passarem grande parte da corrida nas duas últimas posições, quando deveriam estar a lutar pelo título! Também deverá ter ajudado a nova "aerodinâmica" frontal dos carros... ;) Nem o KERS (que nesta corrida também esteve equipado em Kubica) ajudou a tirar a equipa do precipício...

Luz ao fundo do túnel: Com a chegada a Montmeló, a experiência dos treinos pré-temporada e um novo "nariz" mais alto, acabaram por se evidenciar com a chegada de Kubica à Q3. Na corrida, no entanto, foi a vez de Heidfeld voltar a brilhar aguentando bem a luta com Raikkonen para facturar dois preciosos pontos. Robert pareceu ter a motivação em baixo perdendo uma posição em relação à largada.O regresso do pesadelo: Com a chegada a Mónaco depressa nos apercebemos que os carros bávaros, nem com uma homenagem ao bom e velho Mini conseguiam chegar a resultados, com os carros na Q1 (!) batendo apenas os Toyota que tiveram qualificação péssima... Na corrida, não se saíram muito melhor arrastando-se pelo pelotão.

No meio do pelotão e alguns pontos: As alterações importantes introduzidas para a Turquia (KERS "light" e duplo difusor) surtiram os seus efeitos com os pilotos mais perto dos pontos, e Kubica a pontuar pela primeira vez em 2009. No Reino Unido, os carros estiveram ainda pior arrastando-se pelo pelotão em posições medianas. Na última corrida, os bávaros viram-se em dificuldades com Heidfeld a ser o mais eficiente, mesmo não chegando aos pontos; Kubica queixou-se do equilíbrio do carro não andando sequer perto do companheiro...

Resta saber se a melhoria de performance da Toro Rosso não será fatal às aspirações dos alemães (pontos, está claro!), pois melhorias parecem impossíveis e ficarem mais para trás poderá piorar a posição dos patrocinadores e dirigentes em relação a Theissen, especialmente devido ao fracasso que foi o KERS que o alemão defendeu nas reuniões da FOTA, e que já foi abandonado pela própria equipa...

domingo, 19 de julho de 2009

Meio ano depois - Mantovani

Apesar das minhas análises à temporada entre as equipas e os pilotos, decidi que alguns blogueiros também merecem ser elevados pelas suas obras e performances do ano. Por isso, decidi colocar as grandes charges do Bruno Mantovani sob análise... dos meus leitores! Vou colocar uma sondagem no blogue sobre o que você acham das charges (imagens e vídeos) do grande Mantovani das corridas!

Eis os links das imagens...

... e as charges animadas:

Pessoalmente, tenho a dizer que nas imagens o meu favorito é o de Espanha (em cima), e o animado preferido é o de Mónaco (em baixo)...

sábado, 18 de julho de 2009

Meio ano depois - Renault

No início deste ano, ficámos todos com dúvidas relativamente à equipa de Enstone. Ninguém sabia se os carros franceses conseguiriam aguentar o ritmo do final de 2008, ou se voltavam à (muito pouca) competitividade do início do ano passado. A apresentação do R29 ainda deixou mais dúvidas, pois de uma lado havia Alonso tagarelando sobre um possível título, e do outro olhávamos para um carro que parecia um verdadeiro camião, sem qualquer linhas dignas de nota, com um bico alto e bem quadradinho... Com os testes depressa percebemos que o Renault não estava à altura do desafio, obrigando Fernando a moderar o seu discurso.

Regresso ao passado: Em Melbourne, os maus resultados dos testes depressa se reflectiram na equipa, com Piquet a ficar logo pela Q1, e Alonso mesmo com as suas indiscutíveis capacidades não conseguiu levar o seu camião além do 12º posto. A corrida até fo melhor para o espanhol, que aproveitou para passar a corrida incógnito até quatro preciosos pontos. O seu companheiro fez uma péssima corrida, pois até ao seu abandono (travões frios na sequência de um Safety-Car) não estava numa posição nada agradável. Na corrida malaia, os chassis franceses não conseguiram um único ponto com os dois pilotos, mas desta vez Alonso ainda conseguiu passar para a Q3, mesmo não batendo ninguém nessa fase...Algumas melhorias: Em Shangai, a equipa levou algumas peças novas, incluíndo um duplo difusor (que apenas veio para Alonso, no jacto privado de Briatore). Mesmo não recebendo a maioria das novidades, Piquet ficou muito abaixo do esperado não passando de novo pela Q1; o seu companheiro impressionou tudo e todos ao colocar-se entre os dois Red Bull, em segundo! Na corrida, as coisas não correram tão bem: tornara-se claro que Fernando tinha muito pouca gasolina, tendo de reabastecer quando o SC ainda estava em pista... Ainda assim, acabou em nono, mas soube a pouco. O seu companheiro conseguiu fazer pior (como?) ao passar mais tempo fora de pista do que dentro, tendo de trocar a asa da frente duas vezes por erros seus.

Para o Barhain, a equipa foi com muito pouca esperança, após a etapa chinesa não os ter premiado com quaisqueres pontos, mas o cenário até foi animador: Piquet conseguiu finalmente sair da Q1, ainda que não tenha estado isente de erros; e Alonso levou o seu paralelipípedo sobre rodas até ao sétimo posto. Na corrida foi ainda melhor como resultado de conjunto, com Alonso a perder uma posição em relação ao grid, mas ainda conseguiu dar um pontito à equipa, e Nelsinho finalmente fez uma corrida decente, em que se defendeu brilhantemente de Barrichello.A somar gradualmente: Com a chegada a casa de Alonso, a equipa ainda não tinha conseguido chegar a uma performance ideal, e apesar de chegar à Q3, o carro estava obviamente com pouco combustível; Piquet conseguiu sair de novo para a Q2, mas só aconteceu devido a erros de terceiros... Na corrida, Alonso aproveitou os problemas de combustível de Massa para passar a 5º, e Piquer voltou a estar muito mal. No Mónaco, os Renault estavam bastante bem, com Alonso a ter feito o melhor tempo de Sábado de manhã, e chegando à Q3 com relativa facilidade, e Piquet poderia ter seguido o mesmo caminho, não fosse um pião numas das suas voltas rápidas. Na parte "a sério" Alonso ainda levou uns pontos, mas Piquet foi abalroado pelo estreante Buemi.

Início da queda: Na Turquia vimos mais do mesmo, com Alonso na Q3 (apesar de um susto na curva 8) e na frente de Piquet, que perdeu o controlo do carro nas suas duas voltas rápidas na Q1. Na corrida foi tudo ainda menos risonho com Alonso a dizer à equipa que não tinha capacidade para mais do que o 10º posto, e Piquet apesar de uma boa ultrapassagem a Hamilton não conseguiu evitar cair na classificação. No Reino Unido, a equipa de Enstone tinha muito a fazer, pois os seus piltos estavam fartos que ter de dar o litro só para saírem da Q1, fazendo questão de o dizer em público! Na corrida os pilotos estiveram muito mal, não conseguindo pontuar nem chegar lá perto, mesmo se Piquet se defendeu bem de Kubica e Hamilton.Terceira força: Com a chegada ao Nurburgring, a equipa esperava poder capitalizar pontos, e propôs-se com o objectivo de chegar até ser terceira força do campeonato. Depressa nos apercebemos que estavam mesmo a dar o tudo ou nada nesse sentido, com Piquet a chegar à Q3 pela primeira vez este ano, e na frente de Alonso (pela primeira vez, também). A volta mais rápida da corrida e dois pontos para Alonso mostraram até que ponto a equipa estava a falar a sério...

Portanto, conseguirá a Renault ganhar ainda uma corrida este ano? Ou terá sido a performance do Nurburgring puro acaso?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Meio ano depois - McLaren

A McLaren tal como as outras equipas de topo de 2008, apresentou o seu carro cheia de sorrisos e ambições para com esta temporada. A motivação era muita, e porque não? A equipa tinha ganho o último campeonato e provado que sabe dominar as corridas, mesmo com a multa financeira de 2007. No entanto, há medida que os testes decorriam apercebiamo-nos de que algo estava mal; o carro rodava muitas vezes com a asa do ano anterior (mais larga e baixa). Por mais que a equipa de Woking tentasse solucionar o problema até Melbourne, os carros foram para Albert Park com sérias dúvidas de poderem conseguir sequer pontuar...Mentira penosa: Apesar de nenhum dos McLaren ter ido além da Q2, a equipa sofreu um abanão maior: após ter passado Trulli sob Safety-Car, Hamilton voltou a deixá-lo passar de novo. Até aí tudo bem... O problema é que os comissários que tinha sido o italiano a começar a acção e retirou-lhe o terceiro posto, que acabou por parar no colo de Lewis. Escusado será dizer que quando lhe perguntaram, o britânico defendeu a decisão dos comissários, pois a sua equipa tinha falhado em colocar o seu companheiro nos pontos... Mas, "mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo"; a expressão popular acenta que nem uma luva a esta situação, com as comunicação rádio de Hamilton e McLaren a não coincidirem, resltando na desclassificação do inglês, e Trulli voltou à sua posição.

Com a chegada a Sepang, Lewis pediu desculpa a Charlie Witthing pelas suas acções na prova australiana. Alguns consideraram que isto serviu apenas para tentar evitar problemas com a FIA para o piloto. A verdade é que desde o escândalo "News Of The World" que Mosley culpava a McLaren da difusão das imagens, marcando, por isso, uma audiência para 29 de Abril sobre se se deveria ou não aplicar uma maior pena à equipa de Woking. A corrida malaia também não foi muito boa para a equipa, com apenas Hamilton a marcar um ponto solitário, e Kovalainen a perder o controlo do seu carro na primeira volta...Recuperando terreno: Com a chegada à China, veio a estreia de um novo duplo difusor e de uma asa da frente melhorada. Os resultados foram bastante óbvios, com Hamilton a chegar pela primeira vez no ano à Q3, e Kovalainen na Q2, mas mais perto da passagem. Na corrida, foram andamentos distintos, enquanto Heikki fez a melhor performance do ano até agora, chegando a um impressionante quinto lugar, Lewis pareceu lutar com o próprio carro, saíndo de pista duas vezes com benefício para o seu comapanheiro e Sutil. Só recuperou a posição ao piloto da Force India quanod este se despistou, e não devido a uma ultrapassagem sua...

No Barhain, a estreia de peças novas ajudou Hamilton a uma boa qualificação e corrida, mas Kovalainen não passou da Q2 e ficou muito aquém das expectativas. Lewis voltou a ser a luz ao fundo do túnel para a equipa britânica, com uma performance que lhe poderia ter garantido um pódio, apenas perdendo duelos para Vettel e Button que tinham melhores carros que ele. Na mesma semana, e após os despedimentos de Ryan e Dennis, a equipa recebeu uma pena de três corridas sem participar caso quebrasse os regulamentos desportivos até ao fim do ano.De volta à cauda: Com a chegada a Espanha, o bom ambiente do comunicado da FIA e as performaces do Barhain depressa se diciparam ao verem o ritmo desolador dos MP4-24 na pista andaluza. O carro não era bom quase que para sair da Q1! Na corrida, Kova abandonou com problemas mecânicos, e Lewis não pontuou sofrendo mesmo a vergonha de ser dobrado por Button, quando em 2008 os papéis eram os inversos... No Mónaco, os carro ainda pareciam ter capacidade para os pontos, mas um erro de Lewis na qualificação deixou-o muito mal na corrida, não recuperando muito terreno. Heikki ainda parecia estar em rumo a três pontos que lhe valeriam muito no seio da McLaren, mas uma distracção momentâneo foi o necessário para acabar a sua corrida contra os muros de Monte-Carlo.

Na Turquia, as coisas não ficaram muito melhores com Kovalainen a conseguir passar da Q1, mas na Q2 bateu apenas Sutil, enquanto o seu companheiro cometeu uma péssima escolha de pneus para a sua volta rápida deixando-o na primeira sessão de qualificação. Na corrida não correu melhor com Kovalainen a provocar um pião de Barrichello, após uma luta interessante com ele, e Lewis deixou-se ir ao sabor do vento (quase literalmente). No prova britânica, as coisas não melhoraram com Hamilton a bater apenas Fisichella (!), e o seu companheiro teve que colocar todo o seu talento e empenho para passar da Q1... Na corrida Lewis, pareceu nem se esforçar, mas acabou mesmo assim na frente do companheiro, dando-se ao luxo de fazer uns "donuts" para o seu público no fim da corrida. Provavelmente o ponto alto da equipa em todo o fim-de-semana...Regresso dos bons resultados: Com a chegada à Alemanha, vimos a estreia de novas peças no carro, que pareceram dar resultado com Hamilton a ser o mais rápido numa das sessões de treinos. Os chassis de Woking classificaram-se muito bem, passando ambos à Q3, em quinto e sexto. A partida foi excelente para Hamilton que estava a discutir o 1º lugar com Rubinho quando Webber lhe furou o pneu traseiro... Ainda que tenha continuado, qualquer hipótese do inglês aproveitar a corrida perdeu-se aí. O ponto que Kovalainen trouxe soube a muito pouco...

Estará a equipa, de regresso à forma do ano anterior já na Hungria, ou terá sido a prova alemã que deu uma falsa impressão do McLaren? O que se sabe é que a corrida no Hungaroring vai ser decisiva para mais de metade dos pilotos e equipas saberem se devem continuar a investir neste ano...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Meio ano depois - Williams

A Williams começou este ano com esperanças muito elevadas em relaçãos aos resultados com que poderia fantasiar, mas até agora não conseguiram resultados de grande relevo, com apenas Rosberg a ter pontuado, pois Nakajima não tem conseguido fazer o que dele é esperado. Numa altura, em que Nico está de malas feitas para a BMW; o japonês deverá ser dispensado, com Hulkenberg a substituí-lo no fim do ano (ou antes), e Barrichello e Heidfeld como possíveis pilotos experientes de Sir Frank. Mas vamos ver como foi a temporada da equipa de Grove até agora.

Promessas incosequentes: Em Melbourne, a Williams parecia estar no caminho certo para uma possível vitória, no entanto uma péssima qualificação de Nakajima, que mais tarde pisou o corrector com demasiada força, abandonando no local; enquanto Rosberg ainda fez um bom tempo, chegando à linha de partida nos pontos. Em Sepang aconteceu praticamente o mesmo na qualificação, mas na partida o alemão conseguiu "pular" pelo pelotão, e apenas o azar lhe robou a vitória provável, recebendo apenas meio ponto: muito menos do que merecia.
Muito áquem do esperado: Na China, a equipa saiu-se muito mal com Nakajima a ficar de fora, e Rosberg a fazer uma péssima escolha de pneus que o deixou a perder o controlo do carro. Na corrida seguinte, Kazuki foi o único a abandonar, com o seu colega à beira dos pontos em nono, mas mesmo assim bastante longe de Alonso em oitavo. Em Espanha, a equipa voltou a pontuar, mas o ponto trazido por Rosberg de Espanha soube a pouco, pois para além de se esperar mais do carro, Nakajima envolveuse no acidente do início da corrida e acabou por apenas ultrapassar Fisichella até ao fim da corrida.

Abandono do KERS e os ganhos aerodinâmicos: Com a chegada ao Mónaco, depressa nos apercebemo-nos que o FW31 era realemente um carro a ter em conta, mas de nova Rosberg pontua e Nakajima "espeta-se" na última volta. Na Turquia e no Reino Unido, estas situações repetem-se, mas parecia que ainda faltava algo ao carro da equipa britânica para poder desafiar os outros. Com a última corrida na Alemanha, chegámos à conclusão de que os carros da equipa inglesa estão com uma forma incrível com Rosberg a partit de 15º e a chegar em 4º, que sem um erro de combustível poderia ter lutado com o seu compatriota Vettel pelo segundo posto.

Por isso pergunto, estará a Williams de volta a uma forma ganhadora já no Hungaroring.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Meio ano depois - Ferrari

Quando a Ferrari se tornou a primeira equipa de 2009 a mostrar o seu novo carro ao mundo, todos nós pensámos que mesmo com todas as alterações apresentadas no regulamento, a Ferrari continuava na frente do pelotão. A decisão de levar o KERS estava à muito tomada, apesar de alguns problemas de fiabilidade.Derrota em toda a linha: Com a ronda australiana percebemos que os F60 eram muito menos competitivos que o esperado, com os carros com muita dificuldade a chegarem à Q3, e na corrida não melhorou. Problemas mecânicos afastaram os chassis da Scuderia, mas as posições em que estavam na altura não eram as melhores... Na Malásia, os carros até estavam bem colocados para os pontos, mas a Ferrari apostou mal em pneus de chuva quando Raikkonen estava nos pontos, acabando logo aí com a corrida do finlandês. Já Massa estava em sexto perto da altura em que a prova foi acabada, mas um reabastecimento relegou-o para nono.

Sinais positivos: Com a chegada à China os carros até pareceram estar um pouco melhor posicionados, mas quando Felipe estava em terceiro o seu carro teve um problema eléctrico, lembrando o GP Hungria de 2008, com o brasileiro visivelmente abalado. Já o seu companheiro arrastou-se durante toda a corrida bem longe dos pontos. No Barhain, as coisas correram melhor com Raikkonen a fazer uma corrida decente dando os primeiros pontos da temporada à Scuderia. Mas, Massa fez o sentido inverso - após uma boa partida perdeu a asa dianteira entre Kimi e Button, o que o levou para uma corrida no anonimato, do qual só saiu devido a uma ultrapassagem polémica a Fisichella, que mandou o italiano para fora.A promessa das vitórias: No GP de Espanha, a Ferrari levou para o circuito da Catalunha um carro com muitas alterações aerodinâmicas que prometiam levar os F60 para as vitórias. O domínio nos treinos de Sábado ainda deu esperança, e mesmo com o quarto lugar de Massa, a equipa ficou assombrada com um excesso de confiança de deixou Kimi em 16º. Na corrida, Felipe fez uma excelente partida que o levou para terceiro para uma luta que durou a corrida inteira com Vettel. No entanto corria tudo demasiado bem, e o brasileiro teve que abrandar e deixar o alemão passar, pois foi informado que se continuasse aquele ritmo iria parar sem gasolina. A causa? Mais uma falha Ferrari, que transformou uma vantagem de 16s para Alonso, numa desvantagem de 2s em quatro voltas...

No Mónaco chegava a esperança que a Ferrari estava de volta à forma habitual, com Kimi na primeira fila entre os dois Brawn, e Massa em quinto. Na partida, Kimi perdeu o segundo posto para Barrichello, e passou a corrida todo em terceiro, garantindo o primeiro (e até agora único) pódio da Scuderia este ano. Massa teve uma luta muito interessante com Vettel e Rosberg pelo quarto posto, ganhando essa batalha, levando a Ferrari a segunda força do campeonato...
De volta à Terra: Em Istambul, os carros perderam algum do brio ganho, mesmo se conseguiram chegar à Q3. Massa fez uma excelente partida, mas no geral acabou por apenas ganhar uma posição devido ao abandono de Rubens. Raikkonen voltou a ficar mal, ficando à beira dos pontos. Em Silverstone, sortes distintas - enquanto Massa aproveitou o facto de ter partido da Q2 para ter uma estratégia mais confortável, que o levou a pressionar Barrichello pelo pódio; Kimi destoou, ao escolher uma estratégia agressiva que não deu os frutos esperados na qualificação, viu-se à mercê de outros, e ficou longe do companheiro apesar de uma partida fenomenal.

Ninguém sabe o que esperar da Scuderia neste fim-de-semana, pois é tão provável que a Ferrari volte a conseguir resultados como os de Mónaco, como se possa afundar simplesmente pelo pelotão abaixo...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Meio ano depois - Toyota

A Toyota foi uma das muitas equipas que no início do ano preferiu não arriscar a fiabilidade já confirmada do seu carro com o KERS, decidindo não correr com o sistema nas primeiras corridas do ano (que acabou por se estender ao resto do ano), pois o carro reagia bem a todas as alterações aerodinâmicas introduzidas.

A promessa: Com a chegada a Melbourne, a equipa conseguiu colocar ambos os chassis na Q3 com facilidade, mas um forte golpe caiu na equipa de seguida - os carros estavam desclassificados da qualificação, devido à FIA ter entendido que as asas traseiras do TF109 eram móveis. Com uma brilhante corrida de recuperação, a equipa colocou os seus carros logo atrás dos Brawn, com o McLaren de Hamilton entre eles. Mas, nova controvérsia, Trulli é desclassificado por passar Hamilton sob Safety-Car. Mais tarde, a FIA volta atrás na sua decisão, pois o inglês mentira para os comissários. Na Malásia os carros voltaram a impressionar, repetindo as posições de Melbourne, desta vez com Glock na frente. O alemão poderia mesmo ter ascendido a segundo se a corrida fosse parada uma volta mais tarde.Azares afastam equipa: Na corrida seguinte, a chuva amaldiçoou Jarno Trulli que foi abalroado na última curva do circuito por Kubica, ou seja, teve que fazer o circuito inteiro de novo sem a asa traseira... Timo Glock ainda conseguiu levar alguns pontos para Colónia, mas não brilhou. No Barhain a Toyota parecia ter recuperado a forma ideal com um monopólio na primeira fila chefiado por Trulli. À partida, os carros japoneses continuam na frente, mas os nomes trocaram, com o mais leve Glock a passar. No entanto, o melhor que a Toyota conseguiu foi colocar Jarno no pódio, com Timo a ter uma estratégia e azar do seu lado, chegando apenas em 7º.

Regresso à dura realidade: Com a qualificação em lugares pontuáveis, deveria esperar-se pelo menos pontos, certo? Errado. Trulli envolveu-se na carambola da primeira curva e foi logo eliminado, enquanto Glock gastou os pneus em demasia, condenando-o para 10º. Por muito surpreendente que pareça, o Mónaco foi pior. A Toyota achou-se com um carro que não se adaptava, partilhando com os BMW o fundo da grelha! Na corrida, era nítida a desmotivação dos pilotos, mas acabaram por ir mais para o meio do pelotão.Recuperação até aos pontos: Com a chegada à Turquia, os resultados positivos começaram de novo a aparecer, com ambos os carros nos pontos após duas corridas de "seca". Na última corrida, a etapa britânica, os Toyota viram-se em dificuldades para se destacarem no pelotão, com apenas dois pontos a saírem de Silverstone.

A equipa nipónica começa a ponderar se valerá continuar a apostar nesta época, pois a tão aclamada 1ª vitória continua a iludi-los...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Meio ano depois - Red Bull

Continuando as análises às equipas, segue-se a Red Bull. A equipa austríaca apresentou o carro com muitas esperanças para este ano, esperando que a mudança radical nos regulamentos técnicos pudesse de algum modo enaltecer o seu grande projectista Adrian Newey. O carro aparentava ser bastante rápido, sendo dos mais bonitos da pré-época, e fazendo os melhores tempos dos testes em diversas ocasiões (até à chegada dos Brawn).Pilotos deixam mal a equipa: Chegados a Melbourne, os RB5 confirmaram a boa forma dos treinos, e subiram ambos à Q3, com Vettel logo atrás do duo Button-Barrichello. À partida Sebastian aproveitou a má largada de Rubinho, mas Webber perdeu a asa da frente devido a um toque com ele que também atirou Heidfeld para fora. O australiano acabou a uma volta do resto do pelotão, e o alemão ao defender-se de uma forma demasiado aguerrida aos ataques de Kubica no final, e mandando ambos para fora da corrida. Na Malásia, Vettel sofreu uma penalização em dez lugares que o obrigou a andar a fundo, até perder o controlo do carro à chuva; já Webber manteve a cabeça e conseguiu levar 1,5 pontos para casa.

No topo: Numa qualificação a seco foi visível que os Brawn já não estavam no topo, com Vettel e Webber a não conseguirem a primeira fila, porque Alonso se meteu entre eles com muito pouca gasolina. No molhado, também foi óbvio que os carros de Adrian Newey eram superiores, com Vettel a dar-se ao trabalho de voltar a ultrapassar Button quando sabia que o inglês ainda teria que parar de novo. O seu companheiro teve uma luta interessante com ele, mas assegurou o segundo posto. No Barhain, era óbvio que os RB5 eram os carros a abater, mas o "trânsito" que Vettel apanhou privou-o da vitória, com Mark Webber a ser bloqueado na qualificação acabou por ter que fazer uma corrida de recuperação que não lhe valeu pontos.Atrás da Brawn de novo: O circuito de Montmeló sempre teve como principal característica enaltecer a aerodinâmica do carro, ao invés das capacidades do piloto. Foi, por isso, um balde de água fria a equipa ver os Brawn baterem-nos por completo. No entanto, os pilotos também contaram com Webber em terceiro e pressionando Barrichello nas últimas voltas, e Vettel com luta que durou toda a corrida com Massa, até este ter que poupar combustível.

Com a chegada a Mónaco e a estreia de novos pacotes aerodinâmicos numa pista onde os muros estão mesmo ao lado, fez com que os carros perdessem terreno; uma estratégia agressiva não rendeu os frutos que devia para Sebastian, e o alemão teve problemas de pneus na corrida, mas quando começou a puxar para recuperar o tempo perdido perdeu o controlo do carro e embateu no muro. O seu companheiro fez uma corrida na sombra, conseguindo, sem que ninguém se apercebesse, levar uns pontitos para a equipa de Mateschitz. Na Turquia, uma pole de Sebastian ainda deu ânimo à equipa, mas erro do alemão entregou a liderança a Button, e quando estava mais rápido que o inglês não conseguiu passar, o que o deixou atrás de Webber, que voltou a ganhar terreno no seio da Red Bull com mais uma excelente performance na sombra, chegando logo na frente do seu jovem colega.Domínio no frio: Com a chegada a Inglaterra um mês mais cedo, a pista estava mais fria. Isto, a juntar com alguns upgrades na aerodinâmica (com o bico de pato a ser o mais evidente), levou os carros a dominar os treinos livres, e só não deu a primeira fila completa, porque Webber fez uns ligeiros erros na sua volta lançada. Barrichello conseguiu não ser passado pelo australiano na largada, mas após a primeira paragem já tinha perdido o lugar para ele. No entanto, o tempo perdido atrás de Rubens fez com que Mark não se conseguisse aproximar do seu companheiro de equipa, que se reassumiu como pretendente ao título.

Resta saber se a equipa conseguirá levar este ritmo até ao fim da temporada, de modo a fazer de Sebastian um candidato sério ao título, pois não há dúvida que todos anseiam por isso, para quebrar a monotonia das vitórias de Button...

sábado, 4 de julho de 2009

Meio ano depois - Brawn

Como o mercado de pilotos, as alterações nos carros, e até os rumores andam parados (muito estranha a parte dos rumores...), decidi fazer as minhas análises à temporada de 2009, equipa a equipa. A minha primeira escolhida foi a equipa Brawn. A que equipa serve melhor a frase "David contra Golias" como à equipa de Brackley? Em especial, Jenson Button que lidera neste momento o campeonato com 64 pontos, quando o ano passado tinha apenas três...O início: Tudo começou com o anúncio da Honda em como iria abandonar a F1, colocando a equipa à venda. Começaram os mais variados rumores desde Carlos Slim até Richard Branson como potenciais compradores da equipa nipónica. Já mais para o fim, dava-se quase por garantido que haveria um mangement buyout da parte de Ross Brawn e Nick Fry, com os patrocínios de Bruno Senna a ajudarem nas melhorias aerodinâmicas ao longo do ano, e que Jenson Button ajudaria a equipa com o seu talento e experiência.

De facto, a 27 de Fevereiro já se falava de que a Honda estava salva, mas ainda sem nome nem pilotos confirmados. A 3 de Março tornavam-se cada vez mais insistentes os rumores de que Rubens Barrichello tinha desde o início um acordo com Ross Brawn para pilotar em 2009. A 6 de Março, ocorreu a confirmação da compra de Brawn e Fry, com a equipa a passar a chamar-se Brawn GP e a receber motores Mercedes. O line-up foi acima de tudo, uma grande aposta em experiência, em detrimento de juventude e impulsividade, com Rubes Barrichello e Jenson Button confirmados como pilotos oficiais da nova equipa, deixando Bruno Senna apeado e sem lugar na GP2. O carro fez o shakedown oficial no mesmo dia em Silverstone, com o muito aliviado Button ao volante.

No entanto, ao iniciarem-se os testes conjuntos, depressa todos se aperceberam que o BGP001 era algo especial, ao pulverizarem por completo a concorrência. E, apesar dos rumores de que a Brawn só rodava com o tanque de gasolina bastante vazio, os próprios pilotos negavam, visivelmente impressionados com a velocidade dos carros. Muitos nomes, como Felipe Massa ou Fernando Alonso, arriscavam-se mesmo a dizer que aqueles eram os carros a abater em Melbourne. No entanto, Ross Brawn manteve os pés na Terra elogiando o trabalho das outras equipas, e dizendo que tinha esperança de bons resultados na prova australiana. Nem ele sabia, quão certo estava...O brilharete na estreia: Ao chegar a Melbourne, chegou a notícia de que a Virgin era o novo patrocinador principal da equipa, ainda que sem investir muito, com Richard Branson a afirmar que se o envolvimento aumentasse, a equipa poderia mesmo mudar de nome. As sessões de qualificação viram os dois Brawn isolados na frente, conseguindo uma dobradinha. Apesar de uma má partida de Rubens, os dois voltaram a repetir as mesmas posições na corrida, com Button na frente. Na Malásia, mesmo com os carros em 4º e 5º no final da primeira volta, Jenson voltou a conquistar uma brilhante vitória à chuva, com o seu companheiro a decepcionar um pouco ao não chegar ao pódio...

Red Bull passa à frente: Apesar do ânimo das duas primeiras corridas, a equipa britânica não conseguiu conter a recuperação de ritmo dos carros de Adrian Newey, que fizeram pole no seco, e dobradinha à chuva. No entanto, Jenson ainda lutou com Webber pelo 2º lugar, mas ficou no último degrau do pódio, amealhando uns pontos. Barrichello ficou em quarto, muito pressionado por Kovalainen; começava já aqui a perceber-se quem era o número 1 da Brawn... Na corrida seguinte, os Red Bull confirmam terem o melhor carro de novo, mas Jenson conseguiu colocar-se na frente de Lewis Hamilton, enquanto Vettel ficou muito tempo atrás do McLaren mais lento, ficando logo aí decidido o destino da corrida: mais uma vitória de Button, com Rubens a decepcionar de novo.Contra-ataque e domínio: Mesmo com as ameaças de Sakhir, a equipa de Ross Brawn chegou à prova espanhola com melhorias e com o regresso do domínio, com Barrichello a perder a corrida para Button devido a uma súbita mudança de estratégia do seu companheiro. No Mónaco nova confirmação, apenas os Ferrari tinham algum vislumbre dos carros brancos. Button desta vez ganhou com clara superioridade em relação a Rubens que tinha sido sempre melhor que o inglês no Mónaco até aí; o brasileiro viu-se mesmo forçado a admitir que Button pura e simplesmente não errava. Na corrida seguinte ainda houve uma ameaça de Vettel, mas um erro do alemão na primeira volta, entregou a liderança a Button, que não a perdeu apesar das ameaças do mais leve alemão. E, com o seu mais directo rival de fora, todos ficaram com a sensação de que fora uma vitória fácil de Jenson...

O regresso do rival: Com a chegada a Inglaterra, e a temperaturas mais frescas foi visível que os RB5 não tinham rivais à altura, com mais uma dobradinha chefiada por Vettel, apesar de Rubens ainda ter bloqueado Webber durante algumas voltas. E, à frente do seu público Button ficou em sexto, com o seu colega pela primeira vez à sua frente.