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domingo, 25 de outubro de 2009

Jean Todt eleito - Mosley versão B começa

Antes de começar a enumerar todas as razões que me levaram a escolher o título e analisar o que significa para o desporto esta vitória do "pequeno francês" para o desporto automóvel, tenho que pedir desculpas a todos os meus leitores pelo tempo de reacção bem lento com que eu tenho reagido às novidades.

Não é por esquecimento nem por nada: é que eu tenho andado a trabalhar justamente para o blogue, mas numa surpresa que deverá estar pronta antes do Ano Novo (não é o anuário, esse estará pronto, em princípio, em Janeiro 2010) e que será muito útil para mim, e melhorando a qualidade do blogue...

Enfim, passemos aos assuntos "sérios"!

domingo, 18 de outubro de 2009

Grande Prêmio Petrobras do Brasil 2009 - Qualificação

Numa das sessões de qualificação mais demoradas da história (não digo a mais demorada porque não tenho a certeza), que durou aproximadamente 3 horas, Rubens Barrichello conseguiu pole position no seu território e relança o mundial com as péssimas performances de Button e Vettel.

Depois de termos voltado a ver Button e a sua família super descontraídos durante a 6ª feira e um Vettel sorridente, tudo mudou com as caras sombrias de regresso aos dois homens que lutam pelo título. Vettel perdeu o título, e mesmo com chuva é demasiado anormal que consiga um pódio no circuito... A não ser que Webber se estampe contra o muro, claro!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Agora é que está tudo tramado...

Rumores não faltavam para tentar justificar ou descobrir tudo o que se passou relativo ao "Renaultgate", mas agora é que parece que "o caldo entornou" para os lados de Enstone. Um depoimento assinado por Nelsinho Piquet foi para às mãos do F1sa.com que o colocou à disposição de todos.

No depoimento prestado por Piquet, está tudo desde as confirmações de que Symonds e Briatore mandaram o brasileiro chocar contra o muro logo após a paragem de Alonso, de modo a favorecer o espanhol. Diz também que apenas aceitou colaborar, porque Flavio lhe tinha dito que era o necessário para ver o seu contracto renovado, pois ele estava impedido de negociar com outras equipas.

No mesmo documento, está escrito que a curva foi escolhido por estar longe do alcance das gruas e guindastes, o que obrigaria à entrada do Safety-Car. Mais preocupante ainda é que no sentido da segurança, apenas Pat Symonds disse para ele não se ferir, quando aquele acidente poderia não só ter ferido o piloto como os comissários e público que estavam perto!

Após todos estes eventos, Piquet afirma que o assunto foi esquecido, pois apenas Briatore disse discretamente "obrigado" após a corrida.

No entanto a equipa parece desesperada em salva guardar a equipa de escândalos potencialmente desastrosas, já que minutos antes deste post declararam que iriam começar acções legais contra a família Piquet, por "extorsão e alegações falsas"...

No entanto, eis a minha questão: alguma vez um piloto tramaria a própria equipa simplesmente por ter sido demitido? Já imaginaram como teria feito o Barrichello se tivesse esse tipo de temperamento com a Ferrari?!

Portanto tal como o Capelli, acredito que esta história está muito mal contada, e que mesmo um julgamento da FIA não deverá desenterrar "os podres" da equipa francesa. Algum de muito profundo aconteceu, e explica porque Piquet não saiu logo da equipa, e ainda teve a "oportunidade" na Hungria...

No entanto está a faltar um pormenor bem grande: quem sabe desta trama? Muitos defendem que o mais provável é ter ficado tudo entre Piquet, Briatore e Symonds. Isto porque no documento de Piquet lê-se que o engenheiro teria ficado surpreso com a natureza com base no acidente, por outras palavras, achou muito estranho o brasileiro não ter travado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Video-jogos de F1 - F1.06

Após a publicação do GP4, o prometido é devido, eis o meu segundo jogo preferido!

F1.06

Enquanto que o GP4 é o meu jogo para PC, na Play Station eu distraio-me com o F1.06, que como o ano indica é da temporada de 2006. O jogo perde alguns pontos para o outro em relação à simulação do carro, e à qualidade dos acidentes.

Por vezes, quando se joga o F1.06 tem-se a sensação de jogo de arcada, o que nos leva por vezes a excedermo-nos, levando à formação de piões. Os acidentes pecam por apenas as asas e as rodas poderem sair. No GP4 acontece o mesmo, mas de um modo mais realista...

No entanto, o jogo tem duas funcionalidades que eu pessoalmente adoro: o modo carreira, no qual pode fazer 5 anos de carreira, começando por Toro Rosso, Super Aguri ou Midland; e também a possibilidade de desbloquear carros históticos.

Eis os que eu já desbloqueei: dois Lotus (um da Gold Leaf e o outro de Fittipaldi), o Cooper e um Alfa Romeu (anos 50), os Williams campeões de Alan Jones e Damon Hill...

Enfim, em comparação com outros jogos oficiais (como o F1 Challenge ou F1 Championship 2000) está excelente, vejam ou vão ao site:

Chamiponship Edition

Este jogo é uma versão B, do F1.06. Como pouco tempo depois da vinda do F1.06 para Play Station 2, apareceu a PS3, o Championship Edition é a versão para a mais recente plataforma de PS.

Da pouca experiência que eu tenho com o jogo, vejo que resolveu alguns problemas do antecessor: condução à chuva mais realista, acidentes igualmente mais realistas, e um visual gráfico espantoso:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Video-Jogos de F1 - GP4

Visão onboard do jogo GP4 com Montoya, Williams em Melbourne [Fonte: GP4]

Após grande alarido com o esboço do que a Codemasters vai colocar no jogo F1 2009 para a Wii (que sairá para PC e PS em 2010), o F1 Fanatic lembrou-nos daquele jogo bem antigo chamado Super MonacoGP. Não era licensiado, havia um piloto por GP equipa, categorias (tal como na LeMans Series) e as pistas eram oficias, bem, oficias de 1989...

Isto lembrou-me também de dois jogos de F1, mais actuais diga-se de passagem, com gráficos melhores, e os quais ainda jogo hoje. Estou a falar do saudoso GP4 (para o qual ainda hoje se fazem mods) e o último jogo oficial da F1: o F1.06 (em Portugal com a capa de Tiago Monteiro).

Decidi dar uma pequena análise aos dois: começo hoje com o GP4, e para dar especial atenção ao GP da Europa (no qual gostava de ver Rubinho ganhar), o F1.06 apenas será analisado na 2ª feira.

GP4 by Geoff Crammond

Aproximação da Eau Rouge no GP4 [Fonte: GP4]

O GP4 foi um jogo criado por Geoff Crammond e vem de uma série de jogos chamdos F1 Grand Prix. O jogo retrata a temporada de 2001, com os pilotos e equipas a serem os de final de ano, por exemplo, apesar de só ter participado em 2 corridas, Tomas Enge aparece por terem sido as últimas...

Após o GP3 ter ficado aquém das expectativas, o GP4 transformou-se num dos melhores (o melhor mesmo) simuladores de F1 de sempre. Apesar de no aspecto deixar um pouco a desejar, a condução é muito realista, ora veja uma comparação entre um verdadeiro F1 (esquerda) e o GP4 (direita):

O jogo surgiu com bastantes "bugs", a maioria deles foram corrijidos, mas houve outros que nem por isso... Por exemplo: o carro partia-se ao meio! No entanto, o jogo não perdia nada na minha classificação, pois os acidentes até eram realistas, vejam:

O jogo foi tão adorado pelo mundo no geral, que muitos se dedicaram ao simples acto de criar "mods" das temporadas para o jogo: de 1979 passando por 2008! Aliás, o próprio Geoff Crammond criou um bastante razoável "mod" desta temporada... Eis o mod de 2007:

E foi a minha publicação deste maravilhoso jogo, acesse ao site aqui, aprecie o seu fim-de-semana, amanhã é a qualificação, e depois os meus pitacos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alternativa alemã - Lausitzring

Irá haver GP da Alemanha em 2010, sem Nurburgring ou Hockenheim?

Aquando das lutas entre a FIA e a FOTA... OK, elas ainda continuam, mas agora será mais complicada uma interferência da Federação graças ao novo Pacto de Concórdia. Mas como eu dizia, na altura em que as equipas retiraram as suas inscrições e disseram que abandonariam a F1 no final do ano, entregaram o esboço do calendário.

Nós, os portugueses, lembramo-nos muito bem, pois esse esboço tinha Portimão no calendário. Mas, devido ao facto de o Nurburgring não ter capacidade financeira para organizar a prova todos os anos consecutivamente, e do Hockenheim ter retirado a sua participação para 2010, levou a associação das equipas a escolher outro circuito para o GP da Alemanha...

Nenhum blogue levantou quaisquer publicações acerca do assunto, e eu mesmo só reparei nisso quando as "pazes" já estavam feitas. O circuito de que eu estou a falar é o Lausitzring.

Vista aérea do circuito de Lausitzring na Alemanha Oriental

O circuito que começou sendo uma mina de carvão, faz lembrar bastante Indianápolis, com o circuito principal a ser uma pista com uma recta com as tribunas mesmo ao lado, e o resto da volta a ser em áreas em que o público está mais afastado. Ao lado desta parte do complexo existe uma oval (das poucas na Europa), as bancadas têm grande capacidade. As duas pistas podem-se ligar para corridas de Endurance com 11km, mas mais vulgarmente o percurso total é usada para testes e não eventos de destaque.

Desde 2000 que o circuito tem sido usado em provas, como de DTM ou Superbikes, mas após 1 ano de competição veio uma mancha negra, levando à morte de Michele Alboreto (ex-piloto F1, para quem não sabe), e levando também Alex Zanardi a perder as pernas na oval. No entanto, nenhum destes acidentes teve a ver com o layout da pista, sendo o EuroSpeedway considerado bastante seguro.

A F3 Euroseries é uma das categorias que passa pelo Lausitzring

No vídeo que se segue, pode-se ver uma volta da A1GP em 2005, em que se torna óbvio que se a pista quiser acolher a F1, precisa ainda de algumas obras de alargamento de pista e escapatórias, pois os muros estão demasiado próximos nalguns sectores... Veja por si mesmo:

sábado, 31 de janeiro de 2009

Pesos e medidas

Nico Rosberg juntou a sua voz ao coro de críticas contra o sistema KERS, não pela sua perigosidade ou pelos seus custos, mas pelas implicações que traz para os pilotos mais pesados.
O piloto alemão critica a actual regra de peso mínimo obrigatório, que é de 605kg com o piloto incluído, justificando que o peso do KERS irá colocar os concorrentes mais altos e mais pesados em desvantagem, uma vez que os 25 a 40kg do KERS dificultam a distribuição de peso do chassis. Para Rosberg, essa situação já o obrigou a fazer uma dieta.
"Já perdi peso e até no Natal eu estava a contar as calorias que ingeria. Penso que a regra do peso mínimo é injusta porque os pilotos maiores e mais pesados estão em desvantagem mesmo antes de começarem", disse Rosberg à revista Speedweek, acrescentando que "isto deveria ser discutido na GPDA (Associação de Pilotos)".
Em seu lugar, o jovem alemão advoga que deveria ser imposto um limite variável, baseado no peso de cada piloto, para que os mais pesados não fiquem em desvantagem.
Até agora, sabe-se que Nico Rosberg, Robert Kubica, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso perderam algum peso para se adaptarem a esta nova realidade. No entanto, Kubica já está no seu limite de peso, encontrando-se abaixo dos 70kg para o seu 1.85m.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Crise?... qual crise!!

A situação financeira à escala mundial está longe de ser fácil para a maior parte dos construtores automóveis e para as grandes competições automóveis. No entanto, Bernie Ecclestone, o principal responsável pela Fórmula 1, acredita que a crise não irá fazer 'mossa' à modalidade.
A verdade é que foi na Fórmula 1 que se verificou a primeira grande desistência no desporto automóvel a nível internacional, com a chocante retirada da Honda do Mundial de Fórmula 1. Seguiram-se, depois, Subaru e Suzuki no Mundial de Ralis e agora, ao que tudo indica, a Kawasaki no MotoGP. Pelo meio, também a AUDI revelou que iria falhar a American Le Mans Series e a Le Mans Series.
Mas Bernie Ecclestone aproveitou a altura algo conturbada para colocar um pouco de água na fervura, ao afirmar que a F1 continua a ser o principal veículo publicitário para qualquer grande empresa e que a crise mundial não trará grandes dificuldades ao Mundial.
"É evidente que a crise financeira global afecta toda a gente, incluindo a industria automóvel. Mas não vai afectar a Fórmula 1 de forma séria", garantiu o Chefe Executivo da modalidade ao Press, um dos órgãos de comunicação sérvios, país no qual o britânico esteve nestes últimos dias, reconciliando-se com Slavica, a sua esposa.
Demonstrando a sua total confiança no futuro, Ecclestone garante que a próxima temporada vai ser um sucesso a nível de audiências: "Tanto quanto sei, os bilhetes para todas as corridas da próxima época já foram vendidos", afirmou, chegando mesmo a comparar a F1 com as cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos, as únicas a conseguirem a competir com a modalidade.
Acrescentou ainda que a publicidade na f1 "é simples: os grandes nomes que querem publicitar em todo o mundo percebem que a F1 é a maneira mais barata de o conseguirem", referindo também os dois "grandes acordos [já efectuados para este ano], um com a LG e outro com a DHL".

"Em Março deste ano o nosso Primeiro e os seus ministros da Economia e das Finanças também disseram que a crise internacional não nos ia afectar muito. Meses depois é ver os Bancos aflitos e as empresas a fechar. Na F1, logo no início de 2008 saiu a Super Aguri. Depois do final da época saiu a Honda. Foram tomadas medidas drásticas para outras equipas não seguirem o mesmo caminho. Os GP's de França e do Canadá não ocorrerão por motivos financeiros. O GP da Alemanha só dá prejuízo e sem apoio do Governo alemão, Hockenheim não renovará o contrato com a F1. Enquanto houver países "novos ricos" como Singapura, Bahrain e Abu Dabi a F1 terá corridas asseguradas. Mas esses países não têm solidez financeira e dependem dos investimentos e gastos dos outros países. A Europa sempre foi e sempre será a base estrutural da F1. Outros países, à excepção do Brasil, são efémeros. A crise existe e há que assumi-la. Há que a enfrentar. Se tentarmos fugir dela, irá nos apanhar desprevenidos e as consequências serão bem piores."
Comentário de nunoloule, em Autosport.pt